É imprescindível valorizar a cultural nacional
Enviada em 26/12/2020
A riqueza Brasileira
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a cultura como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa-se a falta de valorização da cultura nacional, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro sendo estes: a valorização do “estrangeirismo” e a perda de identidade cultural, devido a adoção de costumes de outras culturas.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de reconhecimento da cultura brasileira. Nesse sentido, observa-se o descaso com as obras cinematográficas, por exemplo, na qual são subestimadas pelos próprios brasileiros. As obras internacionais, por outro lado, são superestimadas, o que evidencia a soberania capitalista e cultural de países mais desenvolvidos. Nessa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como acesso à cultura local, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a perda de identidade cultural, devido a adoção de costumes de outras culturas como impulsionador da valorização do “estrangeirismo” no Brasil. Para UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura), a cultura confere ao ser humano a capacidade de refletir sobre si mesmo, através da reflexão, o homem compreende valores e procura novos significados; nessa perspectiva fica evidente que o valor cultural promove o autoconhecimento tanto para si, quanto para um povo num todo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Cultura, por intermédio de campanhas culturais, que englobe áreas cinematográficas, teatrais e musicais, de modo a conscientizar sobre o valor histórico-nacional, informe a população o seu valor para provar o valor musical, cinematográfico, teatral etc. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente de sua história onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.