Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 13/09/2019
Economia colaborativa pode ser entendida como um modelo alternativo de consumo, em que se realiza o compartilhamento ou a negociação de recursos humanos e físicos. Sob esse viés, embora existam entraves para efetivação dessa tendência econômica, tal mecanismo apresenta-se benéfico para a dinâmica social e para a redução de impactos ambientais. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados com o escopo de ampliar esse quadro no século XXI.
Inicialmente, ressalta-se que o consumo colaborativo se manifesta em diversas esferas da vida social e tem suporte nos meios digitais, como aplicativos e “sites”. Nesse sentido, a desconfiança dos consumidores em face do desconhecido virtual ainda é um fator que inviabiliza a difusão de determinados serviços, como o oferecido pela ferramenta “Airbnb”, a qual possibilita o aluguel de imóveis ou a hospedagem em residências privadas. Contudo, tal percepção é limitada, tendo em vista que sistemas como esse oportunizam não só a diminuição de despesas, mas também a interação entre diferentes indivíduos e culturas, o que reforça seu caráter positivo e vantajoso para a sociedade.
Outrossim, desde a Crise de 1929, período de crise econômica estadunidense com reflexos mundiais, o conceito de obsolescência programada foi consolidado para estabelecer um prazo de validade aos produtos fabricados como forma de incentivar o consumo. Nessa perspectiva, verifica-se que os objetos são tidos até hoje como descartáveis, o que destoa do necessário caráter preservacionista do meio ambiente. Assim, nota-se em mecanismos digitais colaborativos, a exemplo da “OLX”, uma alternativa para essa questão, uma vez que é possível a compra de produtos usados ou seminovos, reduzindo o acúmulo e desperdício de recursos naturais e dos produtos já existentes.
Destarte, é essencial viabilizar a expansão dessa tendência colaborativa na sociedade. Para tanto, é impreterível que as escolas, por meio de profissionais do âmbito econômico, ofereçam aulas temáticas e palestras direcionadas à comunidade, as quais abordem o consumo colaborativo e o incentivo ao empreendedorismo, a fim de quebrar estigmas existentes e efetivar a permanência dessa prática interativa na sociedade. Concomitantemente, é imprescindível que o Ministério da Economia, associado ao Ministério do Meio Ambiente, mediante publicações nas redes digitais, incentivem a população para a utilização das tecnologias colaborativas, com o fito de possibilitar uma economia sustentável e preservacionista.