Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 13/02/2020
A humanidade vive em mundo globalizado, agora não só o individual é considerado, mas também aquilo que pode ser compartilhado e conectado a vários lugares no mundo. Outrossim, a economia acompanhou essa tendência e fala-se cada vez mais em produtos/serviços de natureza colaborativa, a tomar de exemplo tem-se desde empresas de aluguel de roupas à imóveis, cujos objetivos normalmente estão voltados na utilização desses bens enquanto estão ociosos. Sob essa ótica é necessário analisar seus impactos positivos no auxílio do controle ao consumo e os desafios governamentais em legalizar e monetizar esses novos empreendimentos.
Mormente, as economias colaborativas vão além dos negócios já existentes, elas abrem um novo patamar de mercado as quais viabilizem o cooperativismo, sustentabilidade e novas formas de negociar. O aplicativo Yellow, por exemplo, proporciona o uso de veículos alternativos em grandes centros urbanos, o que poderia ajudar a reduzir o tráfego de automóveis e emissão de gases poluentes. Os “Coworkins”, por outro lado, conectam empresas em um ambiente comum, assim todos partilham do mesmo espaço, materiais escriturários além de experiências profissionais. Dessa maneira, ambos mostram que essa modalidade poderia ser aplicável a diversas áreas com o fito não só econômico como ambiental uma vez que aumenta espaços e bens comuns e compartilháveis.
Em contraste a isso, pode-se recordar do impasse governamental na regularização e monetização dessas novas carreiras e negócios como o caso de São Paulo, em 2019, sobre as empresas de transportes alternativos. Outro fator que gera conflito é o fato de muitas organizações negligenciarem a proteção individual dos seus clientes e funcionários justamente por não ser um trabalho/modal regularizado. Ademais, como boa parte desses acordos são informais ou online há uma dificuldade do Estado em garantir os Direitos do Consumidor e combater propagandas enganosas e estelionatos em plataformas digitais, o que leva a maior insegurança nesse mercado.
Destarte, mais do que incentivar propostas colaborativas, faz-se mister regularizar e proteger os consumidores e terceiros de transações comerciais fraudulentas e afins. Desse modo, cabe ao Governo exigir que as empresas estejam de acordo com a lei e debaixo de requisitos de proteção como os EPI’s e EPC’s nas ruas, tal como câmeras veiculares e capacetes para uso comum, no caso de transportes alternativos. Além disso, requisitar das empresas, principalmente plataformas digitais, proteção de dados bancários, por exemplo, e direito de troca para produtos. Em suma, garantir aos clientes uma máxima logística segura e garantir-lhes seus direitos de consumo. Assim sendo, será possível resguardar e incentivar empreendimentos os quais visem cada vez mais essa ideia global.