Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 02/04/2020

Sabe-se que, desde o século XVI o Brasil se utilizava de trocas para sustentar sua economia, com o método de escambo (troca de bens), sem o envolvimento de moedas. Nesse ínterim, é nítido que no sistema capitalista atual, essa prática foi extinta; todavia, a economia colaborativa, que consiste na venda de produtos semi-novos e já utilizados por alguém, tem ocupado um importante lugar no consumo dos cidadãos. Desse modo, vale salientar que esse novo método traz inúmeras virtudes para o cenário econômico do país, como a redução do acúmulo de lixo e o aumento da contribuição social com o próximo.

Em primeiro plano, é notório que o consumismo já está atrelado à rotina da população brasileira e,  em vista disso, a produção de lixo por pessoa aumenta progressivamente , de forma que prejudica a saúde de toda a sociedade. Dessa maneira, o surgimento da economia colaborativa trouxe, felizmente, uma solução para este problema, de modo que a compra de produtos conhecidos como de “segunda mão” diminui a produção de novos produtos, o que consequentemente minimiza a formação de resíduos e  os impactos ambientais causados pela extração de matéria-prima. Além dessa economia, o estilo de vida minimalista, que se trata de consumir o mínimo possível, também se faz eficaz, como pode-se observar no reality show da japonesa Marie Kondo “Ordem na casa”, no qual ela ensina aos participantes como  aderir essa mentalidade.

Em segundo plano, sabe-se que um em cada cinco brasileiros já ouviu falar da economia compartilhada, segundo pesquisa da empresa Market Analysis. Desse modo, com seu crescimento gradativo, tal prática econômica tem proporcionado maior interação social, juntamente com a preocupação com o próximo e o desapego, visto que determinados produtos podem ter mais utilidade para outro indivíduo do que para o próprio dono. Assim, a criação de aplicativos de revenda de mercadorias como o Mercado Livre, Enjoei e OLX, os quais visam o desapego material, contribuem para o consumo consciente, o qual se faz acessível a uma grande parcela na pulação devido ao baixo preço dos produtos, promovendo essa interação social.

Por conseguinte, torna-se imprescindível a ação dos aplicativos de revenda, juntamente com a mídia, de forma que divulguem amplamente a economia compartilhada, por meio de anúncios e comerciais chamativos, a fim de conscientizar a sociedade brasileira dos privilégios trazidos por essa prática colaborativa, com o intuito de diminuir ainda mais os impactos causados no meio ambiente e na sociedade pelo consumo exacerbado. Dessa maneira, os gastos do cidadão brasileiro seriam conscientes e benéficos para todos os setores da economia.