Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/04/2020

Com o advento da Revolução Industrial, o consumismo se alastrou ao redor do mundo, sendo exacerbado no século vigente. No entanto, o novo sistema de economia colaborativa surgiu para corroborar no decréscimo desse cenário mundial, que visa no compartilhamento de bens e serviços. Em vista disso, o meio ambiente é favorecido com essa nova tendência, entretanto, o individualismo humano tornou-se um empecilho para o acréscimo desse panorama.

Em primeiro plano, um grande benefício do sistema colaborativo é a redução do consumo, que posteriormente ocasiona em uma preservação ambiental. Mediante a isso, a partilha de bens e serviços tende a resultar em menos impacto no ambiente em comparação aos outros modelos econômicos, em virtude de acarretar na diminuição do desperdício, uso excessivo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Por conseguinte, este conceito de economia colaborativa apresenta um potencial de diminuir as pressões humanas no meio ambiente.

Ademais, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “Vive-se em um tempo, no qual as relações são superficiais e o individualismo predomina”. Nessa perspectiva, os cidadãos ainda possuem baixo senso de compartilhamento, em razão de visarem somente no lucro. Logo, o individualismo tornou-se um enorme empecilho para a prática do consumo colaborativo. Assim, esse pensamento corrobora para agravar questões econômicas no âmbito social.

Portanto, em vista dos argumentos apresentados, o Governo Federal juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, deve advir campanhas com abrangência nacional a fim de estimular que os cidadãos usufruem do sistema colaborativo, além de apresentarem os benefícios que o mesmo acarreta na preservação ambiental. Além disso, essas publicidades devem ser direcionadas a população com pensamentos individualistas, com o propósito de mostrarem as vantagens do consumo colaborativo na economia da sociedade, e assim crescer de forma harmônica.