Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 12/04/2020

A partir da Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII a produção deixou seu objetivo autossuficiente e voltou-se para o comércio e obtenção de lucro. Associado a isso, a ascensão tecnológica nos séculos posteriores proporcionou ao mercado formas alternativas de obter capital e de movimentar as relações econômicas. Sob esse aspecto, convém analisar o poder de consumo e a eficiência das recursos naturais na economia colaborativa.

No primeiro momento, vale ressaltar que o consumo compartilhado se apresenta com uma possibilidade de participação econômica para a população de baixa renda. Segundo o portal de notícias Carta Capital, 1% dos brasileiros concentram 28,3% da riqueza nacional e o impacto dessa má distribuição de recursos pode ser amenizado pela consequente diminuição do custo do produto no processo de compartilhamento. Dessa forma, a economia seria fomentada por uma atuação pública mais homogênea.

Ademais, essa atividade possibilita um extenso aproveitamento dos recursos naturais. De acordo com a revista Exame, em julho de 2019 o consumo de recursos naturais excedeu a capacidade regenerativa do Planeta para aquele ano e, nesse caso, o uso comunitário de bens de consumo prolongaria a vida útil dos recursos ambientais e preveniria futuras crises na relação entre o homem e a biosfera. Sendo assim, não somente o fator sustentável seria beneficiado, mas também o futuro do setor industrial.

Portanto, cabe ao Governo Federal fortalecer a economia compartilhada por intermédio de uma ação composta por profissionais de âmbitos econômico, social e tecnológico. Isso poderia ocorrer por meio da análise do perfil de consumidor brasileiro, de uma previsão do retorno financeiro e da criação de ambientes físicos e virtuais para que as mercadorias possam circular com o objetivo de solidificar a economia do país e amenizar danos ambientais.