Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 26/04/2020

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, proferiu o químico Antonie Lavoisier. Nesse contexto, a economia colaborativa se define pelo compartilhamento de bens e serviços entre a sociedade, tendo em vista a redução do consumo e desperdício desenfreado. Na atual conjuntura social, o consumo colaborativo está em ascensão, possui organizações virtuais e físicas, ademais, auxiliando no processo de atenuação do consumismo. No entanto, ainda é desconhecido por uma parcela da sociedade, possuindo a necessidade de investimentos nesta forma de consumo, também instrução para a utilização. Posto isso, faz-se pertinente debater acerca da questão na economia colaborativa como tendência no século XXI.

Ademais, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no Brasil, a economia colaborativa cresceu de 68% em 2018 para 71% em 2019. Desse modo, é notório a popularização dessa nova forma de organização do mercado. Atualmente, as plataformas digitais lideram nessa categoria, oferecendo aos usuários praticidade e inovação . Além disso, é dado o famigerado custo e beneficio, salvo o reflexo no consumismo. De certo, é evidente a sua importância, e possível tendência no século XXI, apesar das lacunas que ainda residem entre a sociedade.

Contudo, o consumo colaborativo não faz parte da realidade de maioria dos indivíduos, resultando na longevidade da sua democratização. Devido a falta de investimentos e tecnologias necessárias para a sustentação de empreendimentos de cunho colaborativo, ocorre impedimento dos envolvidos não possuírem desenvolvimento em suas ações, ou seja, atraso na ascensão dessa relação colaborativa. Outrossim, segundo a CNDL, 43% das pessoas afirmam a falta de informação, em virtude disso, a utilização fica restrita a uma parcela da sociedade que possui conhecimento sobre a economia colaborativa, reduzindo a possibilidade de receptividade. Assim, faz-se fundamental adequar o corpo social diante desta problemática.

Entende-se, portanto, com as implicações supracitadas que a economia colaborativa está em processo de acatamento, logo, possível tendência do século XXI. Nesse hiato, cabe ao Estado, juntamente a Iniciativa Privada, por meio de investimentos em plataformas virtuais e físicas de cunho econômico colaborativo, de modo a despertar o interesse entre a população, a fim de tendenciar o uso da economia cooperante. Ademais, cabe aos usufruidores e a Mídia, por meio de anúncios, com intuito de democratizar a informação para os interessados, e assim, promover a quebra do tabu à respeito da economia colaborativa. Posto isso, é inevitável o engajamento por parte da sociedade, reforçando o pensamento de Antonie Lavoisier.