Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/05/2020

No Brasil, as trocas entre índios do litoral brasileiro e os europeus, no inicio do século XVI, eram na forma de escambo. Análogo a isso, nos dias atuais, a economia colaborativa, relaciona-se em uma economia na qual bens e serviços são obtidos de forma compartilhada pelas pessoas, tem tornado-se uma tendencia no seculo XXI, principalmente, pela crise econômica do país. Diante disso,fica evidente, portanto, que vários impactos surgem, uma vez que, além de trazer uma nova configuração ao mercado de trabalho, podem ocorrer outros ganhos, como a redução de danos ambientais.

Destaca-se, primeiramente, a economia colaborativa como uma inovação do mercado de trabalho na contemporaneidade. De certo, o cenário de crise levam a sociedade a repensarem suas fontes de rendas. Assim, a partir disso, essa economia tem sido uma das principais alternativas diante do crescente índice de desemprego no país. Como prova disso, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil é o líder em iniciativa desse tipo na America Latina. Nesse viés, alguns dos serviços são baseados não apenas no aluguel de itens ou na prestação de serviços, mas também na troca, realizando o antigo escambo.

De modo secundário, a redução de danos ambientais é um ponto positivo deste modelo econômico. Isso porque, com a Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra na segunda metade do seculo XVIII, o consumo ocupa, hoje, um lugar central na vida dos indivíduos na sociedade. nessa perspectiva, compartilhar é uma forma de reduzir os desperdícios e garantir que mais pessoas possam aproveitar um mesmo bem ou serviço. Alem disso, esse compartilhamento faz com que o problema do consumismo no Brasil reduza  de maneira significativa, uma vez que, de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, cerca de 76% nao praticam consumo consciente no Brasil.

Posto isso, é notório que a economia colaborativa contribui de modo significativo para o crescimento do país. Porém, ainda é necessário medidas para o fortalecimento desta. Para tanto, cabe ao governo junto ao Sebrae, que tem como objetivo capacitar e promover o desenvolvimento econômico estimulando o empreendedorismo no país, ampliar estrategias, por meio dos incentivos fiscais para empresas de modelo colaborativos, a fim de estimular essa atividade no âmbito nacional. Outrossim, a escola pode investir em cursos e palestras sobre o empreendedorismo sustentável - modalidade de negocio em que a geração de lucro é combinada ao desenvolvimento responsável do meio social e do meio ambiente - para adolescentes, em especial ao que estão no ensino médio, com finalidade de capacitá-los para os novos tipos de trabalho da sociedade atual.