Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 05/05/2020
O Capitalismo, surgido no século XVIII, tem como cerne o comércio e o consumo. Entretanto, embora a aquisição de bens e serviços seja o aspecto que mais trouxe melhorias no conforto, na tecnologia e na geração de riquezas, ocasionou também um consumismo nocivo a sociedade e ao ambiente. Desse modo, a criação da Economia Colaborativa surge como resposta aos desafios apresentados pelo sistema capitalista do século XXI e é positiva seja por ajudar na preservação dos recursos ambientais, seja por diminuir a desigualdade social.
É inegável que a economia colaborativa auxilia a preservação dos recursos naturais. De acordo com a Organização das Nações Unidas caso sejam mantidos os padrões de consumo atual em 2030 será necessária matéria prima equivalente a dois planetas Terra para acompanhar a demanda crescente por insumos. Nessa perspectiva, a mudança de paradigma implementada por esse modelo econômico, mais participativo, e que tem por base o compartilhamento, gratuito ou não, de bens e serviços, é positiva porque favorece a compra planejada e eficiente, ao diminuir a produção e focar no uso racional e equilibrado dos produtos.
Outro fator importante é que o modelo econômico colaborativo favorece a diminuição da desigualdade social. Conforme o pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, o poder pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido. Sob esse viés, a economia participativa une produtores e consumidores situados na mesma região, o que reduz custos, torna o preço final mais atrativo para os clientes, e amplia o poder de competitividade desses empreendedores ante as grandes redes atacadistas que atuam no mercado brasileiro.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para ajudar na expansão da economia colaborativa. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Economia financie projetos educacionais em universidades e associações comerciais dos municípios, por meio de uma ampla ação midiática que inclua propagandas televisivas e debates entre especialistas, estudantes e empresários. Nesse sentido, o intuito de tal medida é o diagnóstico das dificuldades na criação de uma relação econômica mais participativa e a diminuição do consumismo. Ação que, iniciada no presente, tem a capacidade de modificar o futuro de toda sociedade brasileira.