Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 15/05/2020
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo, era vencido pela exaustão. Assim, a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se aos desafios no combate contra o desperdício, onde se desencadeou uma nova forma de consumo mais consciente: a economia colaborativa. Sendo assim, torna-se imprescindível a ação do Estado no que concerne à falta de uma regulamentação própria e no individualismo que é forte marca da sociedade.
Em primeiro lugar, nota-se que a falta de uma regulamentação própria é um fator que corrobora para que a expansão da economia colaborativa continue sendo um desafio. Consoante, Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, a medida que no campo da economia colaborativa há brechas como, a corrupção tão presente na sociedade aliada a falta de uma legislação que torne possível e concreta essa nova forma de consumo.
Em segundo lugar, observa-se que além da falta de uma regulamentação própria, o individualismo é outro empecilho na expansão da economia colaborativa. Segundo Bauman, vive-se um tempo - no qual as relações são superficiais e o individualismo predomina - chamado Modernidade Líquida. Seguindo essa linha de raciocínio, nota-se que o senso de compartilhamento ainda é escasso em sociedade, já que as pessoas em um meio capitalista mostram maior interesse pelo lucro do que pelo âmbito social. Assim, esse pensamento individualista é fortalecido ao ser passado de geração a geração.
Sendo assim, visando impedir que a expansão da economia colaborativa continue sendo um grande desafio, faz-se necessário que o Governo Federal em parceria com o Legislativo crie e autorize projetos que permitam compartilhamento e trocas justas, beneficiando assim o meio ambiente e a economia. Além disso, através de campanhas midiáticas e palestras, conscientizem a população da importância de um consumo compartilhado, visando encontrar a felicidade proposta por Aristóteles.