Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 26/05/2020

Com o desenvolvimento tecnológico, novas maneiras de interação surgiram no mundo. Dessa forma, surgiu novos meios de fornecer serviço e de consumir produtos que não precisas de comprar, mas sim de compartilhar ou alugar, caracterizando uma Economia Colaborativa. Com isso, um questionamento se expande durante o século vinte e um, será esse tipo de economia uma tendência ?

Em primeiro lugar, a Economia colaborativa caracteriza uma globalização ideal. Assim, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que há três tipos de globalização, sendo uma delas como ela deveria ser, ou seja, boa e um de seus benefícios é uma sociedade mais colaborativa, com uma economia compartilhada. Nesse sentido, a Economia Colaborativa impulsiona uma globalização melhor, no qual a desigualdade é amenizada e serviços que seriam considerados de luxo ou fora dos padrões sociais mais baixos se torna possível, com alugueis, com a prestação de ofício, com o consumo temporário e isso por um preço ameno. Exemplo desses serviços adquiridos de maneira mais facilitada é o aluguel de carros, de bicicletas e outros sem a necessidade de comprar por tempo permanente, o que permite um luxo maior ao adquirir os serviços disponíveis.

Em segundo lugar, a Economia Colaborativa caracteriza uma liberdade econômica. Nesse aspecto, Milton Friedman, economista norte-americano, argumenta que na economia deve haver liberdade econômica, sem a interferência do Estado na economia e com ele servindo somente como regulador, para que assim haja a autonomia das empresas. Dessa maneira, a liberdade presente em uma economia compartilhada permite que as empresas prestadoras de serviços se encontrem livres para fazer comércio sem muitos prejuízos, além de permite que até o Estado forneça esse tipo de produto, o que incentiva ainda mais esse modelo econômico. Exemplo de ofício desse modelo oferecido pelo governo são as bicicletas e patinetes que o Banco do Brasil fornece para o aluguel, atuando junto com empresas privadas ao oferecer essa função ao público.

Portanto, o Ministério da Economia deve realizar ações, como investimentos e incentivos a serviços compartilhados, por meio de facilidades e benefícios nesse tipo de mercado, da mesma forma que é feito o apoio as pequenas empresas, para que assim possa haver um desenvolvimento nesse ramo, abrindo portas para uma globalização mais igualitária e de fácil acesso a todos da sociedade. Ademais, o Ministério da Economia, em parceria com empresas privadas, deve realizar ações, como novos trabalhos, aplicativos e mercado, por meio de investimentos e incentivos a esse novo modelo, da mesma forma que é feito na venda de produtos com propagandas e descontos, para que assim a Economia Colaborativa ganhe mais destaque, impulsionando empresas a oferecerem esse produto.