Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 03/07/2020

Em plena Revolução Industrial, Adam Smith publicou um livro que é considerado o marco da Teoria Econômica: “A Riqueza das Nações”. Para ele, existiria uma “mão invisível” que autorregularia o mercado sem a intervenção do Estado. Séculos depois, é possível observar que essa tendência consiste em compartilhar bens e serviços para reduzir os gastos na produção, ao mesmo tempo que promove inclusão social e sustentabilidade. Nesse sentido, é fundamental discutir a importância da economia colaborativa no contexto contemporâneo.

A priori, convém destacar que o principal objetivo desse modelo de negócio é tornar os produtos mais acessíveis dentro de um mercado altamente competitivo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Folha de São Paulo, o orçamento para uma festa de casamento, por exemplo, pode ficar 24,3% mais baixo se comparado aos meios tradicionais. Isso mostra, portanto, que a economia colaborativa é vantajosa, tanto para o fornecedor que barateia seus custos, quanto para o consumidor final que poderá realizar um sonho que antes não era possível para as classes sociais mais baixas.

Ademais, esse novo paradigma também pode ser considerado um ato ecológico, uma vez que o comprar é substituído por trocar, emprestar, alugar e compartilhar. Consequentemente, promove o consumo consciente e reduz a produção de lixo. Fatos que configuram um dos objetivos da Agenda 2030 para preservação do planeta. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade da disseminação dessa prática.

Sendo assim, tendo em vista os inegáveis benefícios associados à temática supracitada, o Governo Federal precisa criar campanhas informativas acerca desse recurso. Para tanto, deverá divulgar nos sites governamentais, redes sociais, televisão aberta, em horário nobre, como esse método funciona e as formas de incluí-lo no cotidiano. O fito de tal ação é esclarecer a população sobre as vantagens financeiras, sociais e ambientais da economia colaborativa, a fim de estimulá-la. Assim, diferente do que acreditava Adam Smith, o Estado pode sim interferir na economia, porém apenas como meio de propagação de uma ideia que já é tendência no século XXI.