Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 29/07/2020

O liberalismo econômico, ideia proposta pelo escocês Adam Smith, defendia a livre concorrência das empresas para possibilitar uma maior oferta aos consumidores. Hoje, no entanto, percebe-se a ascensão de um novo sistema de consumo, não mais baseado em ofertas oferecidas pelos estabelecimentos privados, mas em atitudes colaborativas da relação “ pessoa para pessoa ”. A partir desse viés, é válido discutir os motivos que levam a ascensão da economia colaborativa, bem como os efeitos para o ambiente social.

É imprescindível, antes de tudo, ressaltar que a necessidade do compartilhamento de objetos motivou a ascensão da economia colaborativa. Nesse espectro, ao tomar como base o pensamento do filósofo Aristóteles, a partir do qual  “ o homem é um ser social ” , nota-se que é fundamental haver essa interação social também na economia para a sociedade prosperar. Dessa forma, desde o momento o qual a população tomou ciência da importância do senso comunitário, ela desenvolveu esse novo sistema de consumo, baseado no maior contato social.

Convém pontuar, como consequência, que existe um maior aproveitamento do produto e um menor custo de consumo. Tal questão pode ser justificada pelo fato de o compartilhamento de objetos possibilitar que mais pessoas tenham experiência com a mercadoria desejada, a um custo mais baixo, pois essa, sofreu um processo de desvalorização, visto que já foi utilizada anteriormente. Nesse cenário, é válido destacar algumas comunidades israelenses do século XX, chamadas  “ kibutz ”, essa sociedade vivia de forma coletiva, todos os produtos eram compartilhados e divididos entre seus membros, assim, havendo um maior aproveitamento das mercadorias.

Em vista dos argumentos apresentados, nota-se que a necessidade quanto ao compartilhamento de produtos, motiva a ascensão da economia colaborativa e que trazem efeitos benéficos para população, como o maior aproveitamento das mercadorias a um custo menor. Entretanto, existem algumas medidas a serem tomadas para o desenvolvimento da economia colaborativa, entre essas, maior participação do Ministério da Economia, utilizando do dinheiro público, para desenvolver campanhas publicitárias com o intuito de incentivar o compartilhamento de produtos que não estão sendo utilizados e criação de ONGs, utilizando das redes sociais para criar grupos, com o objetivo de possibilitar o maior contato entre a sociedade, para assim, chegarem a acordos colaborativos. Respeitando essas medidas, a economia colaborativa poderá se desenvolver bastante.