Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 31/07/2020

Define-se como economia colaborativa a obtenção de bens e serviços de modo compartilhado. Ação que se tornou tendência no mundo hodierno, principalmente pelo motivo de suas diversas vantagens diante de um mundo hiperconsumista, além de que esse tipo de consumo foi impulsionado pela popularização do acesso à internet, que, por sua vez contribui na divulgação via redes sociais e plataformas, portanto, não foi o suficiente para a total utilização de tais produtos. Sendo assim, vale analisar seus benefícios e repesa-los aos cidadãos.

Primeiramente, de acordo com Albert Schweitzer, “vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo”. Posto isso, o mundo não está sabendo controlar-se com o capitalismo ao redor e acaba gastando seu dinheiro diariamente com serviços obsoletos. Cabe aos cidadãos o aumento do consumo de bens fornecidos pela economia colaborativa, ajudando a diminuição de poluição, como, por exemplo, invés de cinco indivíduos possuírem cinco carros no total, eles podem compartilhar apenas um automóvel por meio de um aplicativo, assim, gerando menos liberação de gás na atmosfera. Segundo pesquisa feita na Market Analysis, um em cada cinco brasileiros já ouviu falar do consumo colaborativo.

Além disso, o meio ambiente também é favorecido nesse novo sistema. Roupas, carros, brinquedos e equipamentos (principalmente de plástico) podem ser compartilhados, alugados ou até trocados com pessoas conhecidas, ou não, sem necessariamente ter que ir para os lixões das cidades. A humanidade vem retirando gradativamente mais do que a natureza pode oferecer e, felizmente, chegou o tempo de reverter essa situação e fazer uma economia sustentável, justa e para todos. De acordo com Indicador Ipea Mensal de Consumo de Bens Industriais notificou que em cada 2 meses do ano cresce 2,6% a obtenção de tais produtos.

Para Émile Durkheim, a sociedade é comparada a um ‘‘organismo vivo’’ pois, assim como esse, é composta por partes que interagem entre si. Desse modo, fica evidente que o Estado precisa regulamentar esses novos serviços a fim de minimizar embates para que a população possa usufruir plenamente dessas novas ferramentas. Além disso, as mídias devem divulgar campanhas que incentivem adoção do consumo consciente e expor os benefícios da economia em rede para a sociedade.Para assim, iniciar uma nova era que o meio ambiente não seja deveras prejudicado, como disse Oscar Wilde ‘‘O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou de uma nação’’.