Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 30/07/2020
Após a Revolução Industrial a humanidade vem sendo conduzida pelo capitalismo e, por consequência, pelo consumo exacerbado. Todavia, uma nova ideia de economia, no século XXI, surgiu para reverter o sistema mundial, a Economia Colaborativa. Essa possui forte influência, capaz de persuadir o consumidor que busca praticidade, comodidade e inteiração, já que o compartilhamento dos produtos estão sempre à mão. Essa nova economia leva a repensar e transformar a sociedade e o meio ambiente. Dessa forma, fazem-se necessárias mudanças no atual cenário econômico.
A priori, vale ressaltar que segundo o pensador Sartre, somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Sendo assim, se o mundo está saturado do consumismo e os objetos estão cada vez mais obsoletos, cabe a sociedade, como um todo, mudar esse sistema que é empregado por séculos. Pode-se dizer que, compartilhar, redistribuir e arrendar são as três opções básicas dessa nova economia, contribuindo para minimizar a degradação ambiental do futuro. Conforme a pesquisa realizada pela Market Analysis, um em cada cinco brasileiros já ouviu falar do consumo colaborativo, uma maneira simples de dinamizar e promover a economia do país.
Outrossim, é evidente que a economia colaborativa é uma alternativa para a crise econômica e redução dos impactos ambientais, uma vez que, possibilita que os meios e coisas antes ditos como individuais se tornem coletivos. Além de roupas, carros, brinquedos e equipamentos, em especial feitos de plástico, podem ser compartilhados, alugados ou até trocados com pessoas conhecidas, ou não, sem necessariamente ter que ir para os lixões das cidades, que acabam por prejudicar a fauna e flora. Percebe-se que a humanidade vem retirando gradativamente mais do que a natureza pode oferecer e, felizmente, chegou o tempo de mudar essa situação e fazer uma economia sustentável, justa e para todos. Logo, para que esse cenário seja visto são necessárias soluções.
Portanto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve apresentar e incentivar a economia colaborativa para a população, de forma sustentável, com palestras, projetos de leis de incentivo e verbas, para dar suporte inicialmente a quem não tem condição, porém se interessa. Complementarmente, as empresas privadas devem também investir nas pessoas autônomas, bem como a participação das Organizações Não Governamentais (ONG’s) é importante para realizar um trabalho socioeconômico e ambiental. Somente assim, a sociedade, a economia e o meio ambiente tendem a ganhar e crescer de forma harmônica. Sabe-se que há muitos desafios a serem enfrentados, mas, para alterar a economia para compartilhada, é possível transpor esses obstáculos.