Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/08/2020

É necessário considerar que no atual cenário brasileiro tem tido discussões acerca da economia colaborativa, que vem sido uma tendência nos últimos anos. Isto ocorre, pois com a economia colaborativa um indivíduo é capaz de reduzir  os custos de alguma coisa, ou seja, ao invés de ir a uma loja de materiais de construção e comprar uma furadeira,um indivíduo pode  usar um aplicativo de celular para alugar uma furadeira durante algumas horas, consequentemente ele poderá usar a furadeira pelo tempo necessário, além de conseguir o objeto por um preço menor do que se ele tivesse comprado a furadeira. Nesse ponto de vista, a economia colaborativa é algo excelente, no entanto, ainda vale considerar alguns pontos, para ver se ela é realmente ajuda uma pessoa ou não.7

Em primeiro lugar, vale ressaltar que  o consumo compartilhada vem crescendo significadamente no país. De acordo com dados do G1, em 2015 ocorreu um crescimento de mais de 66% no número de empresas adeptas dessa ferramenta. Tal acréscimo é impulsionado, principalmente, pela internet e pela mudança de hábitos da sociedade civil que assume uma identidade sustentável; nota-se um carácter cada vez menos individualista no brasileiro que emprega formas novas de tecnologia para alugar, trocar ou compartilhar serviços em detrimento da compra. Um exemplo notável desse fato é o uso do Uber que promove o transporte de pessoas sem a necessidade de adquirir o produto e a preços viáveis para a população. Percebe-se, então, que a economia colaborativa miniminiza o consumismo desenfreado causando menos impactos ambientais juntamente a geração de lucro.

Todavia,  é possível evidenciar entraves que impossibilitam o funcionamento efetivo dessas plataformas. Dentre eles destaca-se o lapso de políticas públicas que busquem a sua regulamentação, por se tratar de uma discussão ainda recente o Estado carece de diretrizes que normalizem suas atividades. Resultado dessa situação é visto em protestos e confrontos que ocorrem no Brasil, principalmente entre taxistas e motoristas do Uber, já que o primeiro alega concorrência desleal pelo fato de que lhe é cobrado mais impostos e exige um posicionamento do Estado a cerca desse cenário.

Para Emille Durkein, a sociedade pode ser comparada com um ‘‘organismo vivo’’, pois assim como ele, ela é composta por partes que interagem entre si. Sendo assim é evidente de que o governo precisa regulamentar esses novos serviços a fim de minimizar embates para que a população posso usufruir plenamente dessas novas ferramentas. Ademais, as mídias devem divulgar campanhas que incentivem adoção do consumo consciente e expor os benefícios da economia em rede para a sociedade.