Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 30/07/2020

A terceira revolução industrial instigou o mundo a ter um caráter consumista, devido aos novos produtos e a velocidade com que eles se tornam ultrapassados. Nesse viés , hodiernamente, nota-se que,no Brasil, por mais que esteja crescendo sua popularidade, a economia colaborativa ainda possui uma notoriedade pouco relativa, o que é um problema visto todos os seus benefícios . Nesse contexto, cabe analisar as vantagens desse recurso moderno.

Diante desse cenário, de acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade pós-moderna vive um período de tempos líquidos, onde nada foi feito para durar, o que aumenta a produção de lixo e a produção de poluição por conta do maquinário utilizado para suprir a demanda do mundo. Em contra partida , por meio dessa nova forma de economia, essa realidade é diminuída, pois, com a inserção da partilha de bens e serviços desse recurso , é notória a diminuição de poluição gerada , além de um maior lucro as pessoas que revendem . Com isso, por conta desses diversos benefícios , os aplicativos de carro compartilhado, por exemplo , vem ganhando popularidade na sociedade contemporânea.   Outrossim, de acordo com o filósofo Jürgen Habermas, em seu livro “A Inclusão do Outro”, incluir e amparar a todos os indivíduos deve ser compreendido como uma necessidade ética, uma prerrogativa para o bom convívio social.Indubitavelmente, a economia colaborativa, no Brasil contemporâneo, apresenta-se como um mecanismo de inclusão, em consonância ao escritor. Essa realidade é possível devido à facilidade e barateamento do acesso a certos recursos, o que diminui o inchaço da máquina pública e cria melhores opções para os clientes. Tal cenário pode ser exemplificado pelas viagens de carro compartilhadas em aplicativos que por vezes são mais baratas e confortáveis, que se tornam uma alternativa ao transporte público. Dessa forma, é imprescindível o investimento nesse artifício.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse entrave. Logo,o ministério da educação, braço do governo responsável por criar e aplicar a Política Nacional de Educação (PNE),por meio de uma parceria com as prefeituras, deve realizar palestras nas salas do ensino médio . Essa ação deverá ser realizada em formato de “Live” e ser compartilhada nas redes sociais do Ministério com o fito de atingir a maior parte da população e trazer mais clareza acerca da economia colaborativa, dando mais visibilidade ao tema . Além disso, para esse mercado continuar crescendo, incentivos fiscais devem ser disponibilizados pelo Estado,como por exemplo a isenção de impostos para as empresas desse setor, conseguindo assim uma nova e melhorada sociedade ,pois , como afirmou Nelson Mandela , ex-presidente sul-africano , “É necessário que se inicie uma nova era”.