Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 31/07/2020

Segundo o filósofo e sociólogo Karl Marx, um dos males da sociedade capitalista, qual ele se mostrava veemente contra, era a posse de bens de produção, pois aqueles que os detinham – a burguesia – usavam do seu monopólio para explorar a força de trabalho do proletariado. Contudo, em um contexto atual, apesar de tal capitalismo exploratório ainda se mostrar presente, novos meios de contorná-lo foram aparecendo e, dessa forma, a economia colaborativa vem se tornando um excelente empreendimento e vem ganhando grande espaço no cenário econômico brasileiro, embora ainda precise de ajustes, que, à medida que o tempo passa, há de ser cada vez mais aplicada.

A priori, é de suma importância reafirmar que o capitalismo exploratório, qual Marx se refere, é baseado na produção em larga escala, que sempre afeta direta ou indiretamente a natureza, estando relacionado a diversos problemas ambientais, e a economia colaborativa, ao invés de prezar pela “posse” e pelo lucro a todo custo, valoriza o acesso aos bens e serviços com um baixo custo por meio da colaboração dos indivíduos, facilitando o acesso aos bens necessários sem que produtos novos precisem ser compradas, diminuindo a produção de mercadorias e, consequentemente, os gastos dos consumidores e a exploração do meio-ambiente.

De forma secundária, ainda visando aspetos positivos, é fundamental pontuar que outa consequência da economia colaborativa é o incentivo à inovação e à criatividade, além da praticidade. Nesse contexto, surgem a cada dia novas propostas que movimentam de maneira produtiva o mercado consumidor, como o famoso Airbnb no lugar de pagar por diárias de um hotel. Por isso, a crescente gradatividade de atitudes simples de trocar ou emprestar traz um ambiente cada vez mais favorável. E, ainda nessa linha de pensamento, é importante a citar o quão grande é o campo de atuação desse modelo econômico, já que disponibiliza empregos para seu funcionamento. Nesse sentido, nota-se que para a efetivação de ideias que se adaptam a crise, necessita-se de um número alto de indivíduos que, além de colocar em prática o colaboracionismo, também beneficiam-se com uma renda a mais.

Em suma, para que a economia colaborativa continue ganhando espaço, é necessário enfatizar que os privilégios têm seu preço a pagar e as irregularidades devem ser rapidamente solucionadas pelo Estado, este que tem por objetivo ordenar a Receita Federal pela cobrança impostos dos negócios envolvidos para que não haja uma concorrência desleal no mercado, dessa forma, permitindo com que os estabelecimentos e negócios propostos continuem a crescer. Desta forma, as pessoas estarão cada vez mais colaborando e agindo juntas em prol de seus interesses em comum e o male proposto por Marx poderá ser refutado.