Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 31/07/2020

Desde a Revolução Industrial, a humanidade vem sendo conduzida pelo capitalismo e, por consequência, pelo consumo exacerbado. Porém, recentemente, uma nova ideia de organização, surgiu para mudar o atual sistema mundial, a chamada “Economia Colaborativa”. Ela permite que seja repensada e transformada a sociedade e o meio ambiente de forma positiva.

De acordo com dados do G1, em 2015 ocorreu um crescimento de mais de 66% no número de empresas adeptas a Economia Colaborativa. Tal acréscimo é impulsionado, principalmente, pela internet e pela mudança de hábitos da sociedade civil que assume uma identidade sustentável. É notório o carácter cada vez menos individualista no brasileiro que emprega formas novas de tecnologia para alugar, trocar ou compartilhar serviços em detrimento da compra. Um exemplo disso é o uso do Uber que promove o transporte de pessoas sem a necessidade de adquirir o produto e a preços viáveis para a população. Percebe-se, então, que a economia colaborativa miniminiza o consumismo desenfreado causando menos impactos ambientais juntamente a geração de lucro.

No entanto, é possível evidenciar obstáculos que impossibilitam o funcionamento efetivo dessas plataformas. Dentre eles destaca-se o lapso de políticas públicas que busquem a sua regulamentação, por se tratar de uma discussão ainda recente o Estado carece de diretrizes que normalizem suas atividades. Resultado dessa situação é visto em protestos e confrontos que ocorrem no Brasil, principalmente entre taxistas e motoristas do Uber, já que o primeiro alega concorrência desleal pelo fato de que lhe é cobrado mais impostos e exige um posicionamento do Estado a cerca desse cenário.

Através dos dados expostos, fica evidente que algumas medidas precisam ser tomadas. Portanto, o Governo deve, por meio do Detran, regulamentar esses novos serviços a fim de minimizar embates para que a população posso usufruir plenamente dessas novas ferramentas e que esses profissionais também possam se sustentar financeiramente. Além disso, deve promover também campanhas que incentivem adoção do consumo consciente e expor os benefícios da economia em rede para a sociedade. Apenas dessa forma, se tornará possível um maior crescimento da Economia Colaborativa no Brasil.