Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 13/04/2021
O sociólogo alemão Karl Marx acreditava que a infelicidade humana derivava-se da desigualdade social, a qual dificulta a aquisição de posses privadas. No entanto, a economia colaborativa configura-se como uma tendência do séc.XXI que possibilita a inclusão e o alcance da felicidade humana. Nessa lógica, essa nova predisposição democratiza o acesso aos bens e serviços, assim sendo, as disparidades sociais são atenuadas. Todavia, algumas empresas posicionam-se contrariamente a essa modalidade por acreditar que ela diminui os lucros impedindo, assim, a difusão desta.
Antes de tudo, é válido destacar que o surgimento da economia colaborativa deve-se ao aumento da inflação e da desigualdade social. Nessa perspectiva, faz-se relevante destacar o pensamento de Sócrates, “ o grande segredo para a plenitude é o compartilhamento”. Portanto, essa modalidade econômica é um meio eficaz para atingir essa plenitude e efetivar a igualdade, uma vez que a partilha de um serviço diminui o seu preço de aquisição e possibilita, da mesma forma, o acesso ao produto. Desse modo, o Estado deve encontrar subterfúgios para estimular a difusão da economia colaborativa, com o fito de melhorar os indicativos sociais do país.
Por outro lado, é imprescindível destacar não só os benefícios, mas também os entraves para efetivar a economia colaborativa. Segundo a “Market Analysis”, até 2025 a estrutura econômica compartilhada gerará cerca de 335 bilhões de dólares. Não obstante, algumas empresas não enxergam essa possibilidade, posicionando-se contrariamente a essa categoria, porquanto, essas companhias acreditam que o compartilhamento de seu serviço reduz a margem de lucro, pois, pessoas utilizam seu artigo pagando apenas 1 vez. Em virtude disso, a disseminação da economia colaborativa é atenuada, por conseguinte, prejudica-se a estrutura social do Brasil.
Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para solucionar essa inercial problemática. Logo, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), financiar o Projeto Colaborativo Econômico (PCE) cuja principal função será difundir a estrutura econômica colaborativa. Para tanto, esses órgãos devem convidar palestrantes do ramo para explicitar as vantagens dessa tendência. Ademais, essas aulas devem ser enviadas via correio eletrônico para todos aqueles que possuam o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Destarte, dotados do conhecimento dos benefícios dessa medida, mais empresas irão adotá-la, consequentemente, a sociedade brasileira usufruirá dos privilégios da economia colaborativa.