Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 28/04/2022

O filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” mostra de forma divertida o quanto o consumismo pode prejudicar a vida da personagem. Dessa forma, em busca de um consumo mais consciente, a economia colaborativa, sistema em que ativos e serviços são trocados entre indivíduos, é uma tendência cada vez mais popular entre os consumidores brasileiros. Porém, ainda encontra entraves como: falta de investimento governamental em tecnologia e escassa regulamentação de aplicativos que utilizam esse modelo de negócio.

Nessa contexto, é importante pontuar o descaso do Estado no investimento de recursos financeiros para proporcionar tecnologias digitais mais acessíveis. A respeito disso, o célebre sociólogo Zygmunt Bauman, com sua teoria da Instituição Zumbi, mostra que algumas instituições , a exemplo do governo, apesar de existirem, não desempenham sua função social. Sob essa perspectiva, o conceito do pensador reflete a realidade brasileira, uma vez que a administração pública, que deveria reconhecer os impactos positivos da economia colaborativa, é displicente no investimento financeiro em tecnologias, um dos pilares principais desse modelo de negócio.

Além disso, a falta de normatização de aplicativos que utilizam a economia colaborativa, atua como coadjuvante na questão. Segundo o jornal britânico “The Guardian” as empresas regulamentadas, como por exemplo a rede hoteleira, que segue protocolos de segurança e pagamento de impostos, precisa enfrentar, de forma desleal, a concorrência como o aplicativo de hospedagem Airbnb o qual é “isento” de tal normatização. Urge portanto a regulamentação dessas empresas com o intuito de proteger os seus usuários e garantir uma livre concorrência.

Logo, entende-se que é necessário investimento e normatização para garantir uma disseminação positiva da economia colaborativa no Brasil. Nesse sentido, o governo federal, responsável pelos interesses públicos em todo território nacional, deve realizar a regulamentação dos serviços da economia colaborativa, por meio de projetos que implante impostos e ofereça proteção ao consumidor, por exemplo. Essas medidas visam empregar uma concorrência leal no cenário da economia e uma difusão positiva da economia compartilhada.