Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 05/06/2022

A startup Airbnb permite aos usuários alugar espaços que não estão sendo usados a indivíduos que precisam de um lugar para se hospedar. Na proposta da empresa, os dois tipos de usuários possuem vantagens: o dono do espaço monetiza um quarto ou cômodo que não possuía utilidade e o hóspede paga um valor mais acessível pelo serviço de hospedagem. Esse modelo de negócio exemplifica uma dinâmica cada vez mais latente no Brasil: a economia colaborativa. Essa tendência tem como causa as modificações nas demandas por serviços, e a preocupação com a sustentabilidade dos recursos naturais e condições financeiras.

Em primeira análise, é notório a queda do poder aquisitivo da população devido a contínua inflação no Brasil. Segundo Graciana Mendéz, analista de tendências, esse cenário colabora para a sensação de incerteza sobre o futuro. Assim, o consumidor tende a gastar visando atender às necessidades mais pontuais, que podem ser supridas com aluguel, contratação temporária ou compartilhamento de bens ou serviços. Essa demanda exige uma abordagem muito mais flexível do mercado, que é altamente facilitada pela economia colaborativa.

Outrossim, conforme estudos da consultoria inglesa Mintel Group, essa tendência na economia ajuda a diminuir o desperdício, visto que aumenta a eficiência no uso dos recursos naturais. Juntamente com a vantagem ecológica, é considerável a receita anual global de economia compratilhada, que segundo a Market Analysis, é de quinze bilhões de dólares atualmente, com potencial de chegar a 335 bilhões até 2025. A partir dessses dados, é possível concluir que as condiçoes para adoção de modelos de consumo compartilhado são favoráveis na economia, além de propiciarem diminuição dos impactos ambientais.

Destarte, cabe ao Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, instigar a adoção do modelo de consumo compartilhado tanto pela população como pelas empresas, por meio de incentivos fiscais e conscientização dos benefícios ambientais e financeiros, a fim de viabilizar adequadamente a efetivação da nova tendência econômica no Brasil.