Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 28/08/2022

Segundo a “Lei da Inércia”, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne a baixa adesão da economia colaborativa no Brasil. Diante desse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da carência de debate e da lenta mudança na mentalidade social.

A princípio, a falta de debate caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse espectro, a professora Djamila Ribeiro pontua que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado nos benefícios da economia colaborativa, uma vez que pouco se fala sobre essa tendência no tecido social e a experiência como foco do consumo, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Outrossim, a lenta mudança na mentalidade social ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Sob esse viés, o cientista social Durkheim defende que o “Fato social” é a maneira coletiva de pensar. Por essa ótica, é possível perceber que a ausência da economia colaborativa é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, posto que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social marcado pela prevalência da posse do objeto e espaço, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do Estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem sobre a economia colaborativa para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.