Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 06/10/2022

É fato que, nos dias atuais, com o imenso avanço tecnológico, diversas vertentes econômicas surgem corriqueiramente. Assim, uma delas é a economia colaborativa, um modelo onde o indivíduo prioriza alugar o objeto quando precisa dele ao invés de comprá-lo para utilizar poucas vezes. Desse modo, esse novo modelo de compra traz consigo ótimas oportunidades de mudanças no país. Diante disso, entre as alterações merecem destaque a diminuição do consumismo e da desigualdade social e, também, grandes melhorias no quadro de poluição do Brasil.

Em primeiro lugar, a indústria cultural é a maior causadora do consumo exagerado na sociedade, pois utiliza de diversos recursos em suas propagandas para cativar as pessoas a consumirem mais. Contudo, essa nova tendência do século XXI pode colaborar muito para a luta contra o consumismo, uma vez que não é mais necessário ter a posse do produto para utilizá-lo. Logo, outro problema que também poderá ser solucionado é a disparidade social, já que os objetos serão alugados por preços menores do que se fossem vendidos. Nessa perspectiva, duas grandes problemáticas brasileiras poderão ser amenizadas gradativamente.

Ademais, segundo o The Global E-waste Monitor, o Brasil foi o quinto maior produtor de lixo eletrônico do mundo em 2019. Dessa maneira, é notório que a economia colaborativa pode ser uma das formas de amenizar esse problema, porque ela possibilita o uso de produtos sem ter a posse deles, o que resulta em um menor acúmulo de lixo tecnológico e na diminuição do seu mau descarte. Sob essa ótica, é perceptível que esse novo modelo de mercado pode trazer grandes benefícios para o país se for bem implementado .

Destarte, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Economia - órgão que cuida da política econômica nacional -, investir em aplicativos que possibilitam essa nova tendência, como o “Tradr”. Também, é essencial que o ME realize palestras e conscientize as pessoas sobre esse novo tipo de mercado nas redes sociais. Com isso, as pessoas podem se tornar menos consumistas, a disparidade social gradativamente reduzirá e a poluição causada pelos produtos eletrônicos mau descartados será menor.