Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 21/10/2022
No filme animado “Wall-E”, após anos de intenso consumo e exploração terrestre, a humanidade abandona o planeta por não ter mais condições para habitá-lo. Infelizmente, o cenário fictício assemelha-se ao século XXI, em que o consumo vem destruindo à Terra. Nesse sentido, faz-se necessário analisar a economia colaborativa para solução dessa dogmática, seja pelo viés social, seja pelo melhor gerenciamento dos recursos naturais.
De início, o modelo colaborativo condiciona a formação de uma sociedade menos egoísta. Segundo o sociólogo Zygmunt Baumann, a modernidade líquida é marcada pelo acirramento da perspectiva individual e esquecimento do coletivo. No entanto, a economia colaborativa permite uma aproximação entre sujeitos, visto que deixa de existir o “meu” e passa a ter o “nosso”. Prova disso, por exemplo, é o compartilhamento de bicicletas, que aproxima seus usuários pela exigência do bom uso do objeto dividido e coloca o individualismo em segundo plano para garantir o funcionamento do compartilhamento. Desse modo, a proposta colaborativa mostra-se uma opção para uma melhora da sociabilidade coletiva.
Ademais, a economia compartilhada se traduz em uma diminuição do consumo. Conforme matéria jornalística veiculada no “Jornal Globo”, o Brasil conta com uma frota de 60 milhões de carros. Sob essa ótica, a expansão da tendência colaborativa desfaz a necessidade de cada cidadão ter seu próprio veículo, visto que agora pode compartilhar um carro com demais usuários. Assim, o número de automóveis reduziria e o consumo energético para sua produção poderia ser empregado em outras áreas. Dessa forma, a diminuição da necessidade humana por bens materiais exclusivos conduziria a uma redução do consumo.
Depreende-se, portanto, que a economia colaborativa é uma importante tendência no século XXI que merece ser estimulada. À vista disso, é dever do Congresso Nacional — órgão responsável pela elaboração das leis — atuar para facilitar a expansão da economia colaborativa em território nacional. Isso pode ser feito por meio de lei que facilite a implantação de empresas do setor, a fim de que, devido à maior agilidade, haja uma adesão crescente por parte da população.