Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 17/03/2023
De acordo com Peter Dracker, o recurso definitivo para o desenvolvimento econômico não é o capital, e sim pessoas. Deste modo, os ideais do filósofo são refletidos na economia compartilhada que, apesar da opinião de muitos, deixou de ser apenas uma tendência há muito tempo, já que, conforme o site Social Baker, é responsável por 15 bilhões de dólares na receita anual global. Dessa forma, o consumo colaborativo não só reprime o consumismo, como também instiga o desenvolvimento sustentável na sociedade.
Em vista disso, é refutável o efeito positivo da economia em rede na supressão do consumismo, o qual, segundo linguista Noam Chomsky, desvia o poder aquisitivo para elite. Logo, os princípios de consumo compartilhado devolvem o poder para a população ao conectar o consumidor diretamente com o fornecedor, sem a necessidade de terceiros, assim como visto no Uber, Mercado Livre e Air Bnb. Sob ótica disso, conclui-se que a economia colaborativa evita manipulação de consumo que fortalece o consumismo.
Ademais, ao analisar o consumo colaborativo por um prisma, nota-se o sucesso desse na promoção da sustentabilidade. Desse jeito, cabe-se mencionar a Lei de Lavoisier, da química, que dita que, na natureza, nada se destrói, tudo se transforma, o que é análogo à base da economia compartilhada, que promove o aproveitamento e reuso dos itens em ócio. Desse jeito, o consumo colaborativo atenua a necessidade de produzir mais coisas, o que diminui a demanda por recursos naturais como madeira, minérios, água e petróleo, sendo assim, útil contra o desmatamento, extrativismo ilegal e gasto de energia.
Em síntese, a economia colaborativa é um fator significante na luta contra o consumismo e no progresso da sustentabilidade. Portanto, a Organização das Nações Unidas, como parte da meta 12 (produção e consumo responsável) dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, deveria criar uma campanha publicitária a respeito desse setor econômico. Tal ação é possível por meio de postagens nas redes sociais, a fim de atenuar os crimes ambientais e a manipulação de consumo. Desse modo, ao incentivar o consumo em rede, garante-se a relevância da Lei de Lavoisier não só no campo científico, tal como no âmbito econômico.