Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 29/08/2023

As incertezas ocasionadas por um mundo pós pandemia da COVID-19 e encurralado nos perigos das mudanças climáticas têm impulsionado as comunidades a desenvolverem novas e criativas formas de lidar com a economia e bens de consumo. A economia circular é exemplo da potente transformação nas trocas coletivas que estão rompendo com o consumo e a produção desenfreados. Dessa forma, o século XXI tem se mostrado como importante aliado da economia colaborativa com o aprimoramento contínuo de tecnologiaa de comunicação e da amplificação da consciência ambiental na sociedade.

Sob esse viés, é primordial compreender os impactos positivos das novas tecnologias no desenvolvimento da comunicação interpessoal. Isso porque são as ferramentas mais recentes das redes que vêm possibilitando com que pessoas em lugares distintos, mas com inspirações semelhantes se encontrem e coloquem suas ideias em prática e compartilhem experiências. O Quilombo Kaonge na Bahia, por exemplo, desenvolveu uma moeda de circulação própria com base em outras experiências coletivas parecidas no Brasil e no mundo. Chamada de moeda social, a prática retomou a autonomia financeira e segurança social da comunidade.

Outrossim, os perigos iminentes do aumento do aquecimento global, perda drástica da biodiversidade e poluição ocasionados por irresposabilidade do consumo humano despertam consciência sócioambiental nas pessoas. Diante desses problemas, as comunidades praticam suas trocas e compartilham seus de forma a evitarem e abolirem o consumo desenfreado e desnecessário. Brechós; comunidades agroecológicas e o “couchsurfing” - onde pessoas cedem espaços em suas casa paa viajantes sem cobrar nada em troca - são exemplos bem sucedidos dessa lógica de menos consumo e mais compartilhamento. Logo, além do benefício ambiental, ampliam o acesso a produtos e serviços a um baixo custo.

Portanto, o séc XXI está fértil para novos meios de fazer economia, o que beneficia pessoas e o ambiente. Por isso, o Banco Central (Bacen) deve promover workshops com a população civil e com os veículos de comunicação para educar financeiramente os brasileiros e ampliar o conceito da economia colaborativa. Assim, o Bacen contribuirá para seguridade social e autonomia financeira no Brasil.