Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 30/11/2023
O lema “Ordem e Progresso”, inscrito na bandeira brasileira, tem origem no positivismo de Auguste Comte, que defendia o avanço social a partir do domínio sobre as leis de causa e efeito. Entretanto ao observar a atual situação da economia colaborativa no país, percebe-se que tal ideal não é verificado. Assim, enquadram-se como responsáveis a negligência estatal e a mentalidade capitalista. Tais fatos refletem uma realidade complexa e preocupante no que diz respeito sobre a economia da população brasileira.
Nesse contexto, a negligência estatal surge como agravante do problema. Desse modo, vale mencionar Confúcio, que diz, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. Fora das linhas, a frase do pensador se enquadra quando uma relação é feita entre os atuais serviços “on demand”, como Netflix, e as antigas locadoras, que seguem o modelo de Economia Colaborativa. Dessa forma, é possível perceber que por mais vantajosa, individualmente, para os consumidores, esse modelo de economia pode ser problemático quando várias assinaturas são somadas. Como consequência, cada indivíduo acaba por gastar grandes quantias com assinaturas.
Outrossim, a mentalidade capitalista mantém a problemática inalterada. Dessa maneira, cabe destacar a seguinte frase de Émile Durkheim, “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende". De maneira análoga, as empresas criam ambientes confortáveis para seus consumidores por meio de assinaturas acessíveis, porém, esses serviços quando acumulados levam ao endividamento do consumidor. Por conseguinte, o indivíduo tende a continuar pagando pelos serviços por estar em uma zona de conforto.
Diante do exposto, essa mazela deve ser superada. Logo, cabe ao Governo Federal, instância máxima do poder, elaborar leis que incentivem a população à não aderir grandes quantidades de assinaturas. Tais medidas seriam tomadas por meio de parcerias com empresas de assinaturas, como Netflix, e a criação do plano nacional “Colabora”, que parte do princípio de limitar a quantidade de serviços de assinatura que um consumidor pode aderir, proporcional a sua renda, a fim de evitar o endividamento da população e movimentar a Economia Colaborativa.