Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 27/11/2023

A Terceira Revolução Industrial, foi responsável por impulsionar o consumo globalmente através da inovação tecnológica e dos meios de produção. Na atualidade, a crescente popularidade da economia colaborativa no Brasil é consistente com ideias do século passado, que permitem um uso mais consciente da economia. Desse modo, cabe-se discutir acerca dos benefícios desse recurso moderno, bem como seus desafios.

Primeiramente, o consumo global está diretamente relacionado com a sustentabilidade. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, numa sociedade capitalista os indivíduos são criados para consumir de maneira descomedida. Contudo, incluir o compartilhamento de bens e serviços no cotidiano dos brasileiros contradiz as ideias do filósofo. Essa situação está se tornando cada vez mais comum no país, evidenciada pela popularidade dos aplicativos eletrônicos de aluguel e venda, que proporcionam um ambiente mais conveniente e lucrativo para os vendedores.

Outrossim, o filósofo Jurgen Habermas disse no seu livro “Inclusão do Outro” que a inclusão e o apoio de todos os indivíduos devem ser entendidos como um privilégio de uma boa existência social. Segundo o autor, sem dúvida, a economia colaborativa do Brasil moderno aparece como um mecanismo de inclusão. Esta realidade pode estar relacionada com o acesso fácil e barato a recursos específicos, o que reduz os benefícios dos sistemas públicos e proporciona melhores oportunidades aos clientes.

Nessa conjuntura, torna-se necessário preparar medidas para revitalizar a economia cooperativa. Primordialmente, o Estado deveria criar uma campanha informativa sobre este recurso, para divulgar os seus benefícios e mostrar como incluí-lo no cotidiano da sociedade. Esta informação deve ser publicada em websites governamentais e na televisão pública durante o horário nobre para educar o público sobre as suas finanças. Além disso, o legislador deve desenvolver leis que promovam a cooperação no sector transformador, promovendo isenções fiscais para as empresas que utilizam este mecanismo. Com isso é possível acolher e apoiar todas as pessoas, como sugeriu Habermas.