Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 30/11/2023
O pensamento positivista, criado pelo filósofo Auguste Comte, inspirou a expressão “Ordem e Progresso” exposta na bandeira nacional como um ideal nacional. Entretanto, os desafios para consolidar uma economia colaborativa no Brasil apresentam-se como uma antítese à máxima pátria, resultando na desordem e retrocesso. Dessa forma, faz-se necessário discutir o tema, agravado pelo fenômeno da insegurança contratual e ausência midiática. Tais fatos refletem uma realidade complexa sobre seus efeitos para a população nacional brasileira.
Sob esse viés, é fundamental apontar que o revés encontra motivação na inércia governamental no tema. Nesse contexto, é possível associar essa questão ao pensador Thomas Hobbes que, em seu livro “Leviatã”, afirma que é dever do Estado garantir meios que auxiliem o progresso social. Todavia, como citado pelo autor Tom Slee, a falta de regularização deste modelo em contraste com meios tradicionais evidencia uma prática injusta de mercado. Logo, a situação atual evidencia a necessidade de reversão da problemática.
Outrossim, é oportuno mencionar o pensamento da filósofa Simone Bevaior, que indica a função dos papeis das mídias em conduzir informações a todos os cidadãos pelos meios de comunicações. Nesse sentido, a ideia da intelectual vai de encontro ao cenário vigente, dado que os grandes veículos midiáticos, como redes sociais e televisão, mostram-se falhos na responsabilidade de transmitir os efeitos consequentes da aceitação de contratos econômicos sem compreensão à população. Assim, alheios de notícias que expliquem esses fatos, a nação permanece em um estado crônico de ignorância contra a verdade.
Diante do exposto, essa mazela deve ser superada. Para isso, cabe ao governo federal, instância máxima da administração, criar e executar, por meio de incentivos fiscais à negócios tradicionais e regulamentação de novas práticas econômicas, o Plano Nacional Econômico. Tais ações consistirão na diminuição de impostos por serviços com base no lucro empresarial respectivo de cada empresa. Posto isso, estas medidas teriam como objetivo nivelar o meio econômico brasileiro, assegurando práticas justas a empresas que se encontram nesse mercado. Com isso, será possível alcançar o futuro do lema nacional.