Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 01/12/2023

“Se a natureza fosse um banco, já teria sido salva.” Infelizmente, a partir da premis sa sentenciada por Eduardo Galeano, infere-se que as relações econômicas estão sendo preponderantes até ao meio ambiente. Nesse contexto, em prol de minimi_ zar tal situação e valorizar a tríade da economia, sociedade e meio ambiente, surgiu a economia colaborativa, tendência que vem se perpetuando no século XXI.

Após a crise mundial de 2008, estimular o consumo desenfreado tornou-se incoe_ rente diante de países endividados e altas taxas de desemprego. A economia com_ partilhada surgiu como uma oportunidade para valorizar o mercado e mitigar os impactos ambientais do consumo excessivo. Exemplos recorrentes incluem aplica_ tivos de caronas, como a Uber, e brechós online, promovendo a troca e compra acessível de roupas. Assim, a economia colaborativa representou uma chance de ascensão social em meio às dificuldades econômicas globais.

Todavia, há quem diga que tais serviços colaborativos acarretam uma maior estag_ nação econômica. Tal argumento é inválido, visto que, na atual conjuntura, não é possível pensar no desenvolvimento de um país de forma estritamente econômica, mas sim no conceito de desenvolvimento sustentável, que consiste em suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as futuras. Além disso, existem empresas no ramo da economia compartilhada que já são multinacionais, a exem_ plo da própria Uber, que já atua em mais de 70 países. Em vista disso, fica clara a importância da economia colaborativa para sustentar uma forma de produzir que ao mesmo tempo seja mais sustentável e humana e também gere movimentações financeiras.

Fica evidente, portanto, que a economia colaborativa é uma tendência que deve ser expandida. Cabe ao poder público financiar campanhas na televisão, rádio e inter_ net que divulguem à população empresas que prestam tais serviços compartilha_ dos, em prol de que esse mercado seja expandido. Paralelamente a isso, as escolas devem trabalhar nas aulas já das séries inicias a importância do consumo conscien te para a preservação do planeta, fazendo com que esse valor venha a ser naturali zado nos “consumidores do futuro”. Só assim a economia colaborativa estará, de fato, contribuindo para o desenvolvimento de uma forma sustentável e consciente.