Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 27/11/2023

A economia colaborativa é um novo modelo baseado na conscientização do consumo, pensando quais serão as consequências sociais daquele comportamento, aplicativos de compartilhamento são comuns neste modelo, visando a reutilização e a troca bens, ao invés de acumular. No entanto, mesmo com seus benefícios, a economia colaborativa possui problemas, como a baixa acessibilidade da mesma, principalmente para as camadas mais pobres da sociedade.

Primeiramente, vale ressaltar que no Brasil, cerca de 70,5 milhões de pessoas não possuem acesso à internet, segundo The Economist, e no mundo, são mais de 3,9 bilhões, segundo a ONU. Dada as circunstâncias, de que a economia colaborativa precisa de conexão de internet, muitas pessoas não conseguem ou não conseguiriam ter acesso a ela, criando um desfalque enorme, e atrapalhando a implementação desse modelo econômico.

Ademais, a economia colaborativa também possui outros problemas como a falta de regularização, fazendo com que esses serviços prestados possam ser injustos, tanto para os consumidores, como para os prestadores de serviço, além de diversas questões associadas aos direitos trabalhistas. Empresas como a Uber, por exemplo, não assinam a carteira de seus funcionários, além de não prestar assistência no caso de acidentes e afastamentos, isso prejudica diretamente os prestadores de serviço. Além disso, problemas como a segurança dos consumidores desse tipo de serviço são frequentes.

Portanto, cabe ao Governo Federal regulamentar e buscar meios de implementar esse modelo econômico no país, garantindo o acesso à internet para todos, além de fiscalizar e assegurar que os direitos, seja de consumidor como do trabalhador, estão sendo exercidos corretamente nesses aplicativos e outras formas de economia colaborativa. Assim, promovendo a inclusão desse modelo na sociedade brasileira.