Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 03/12/2023
Nas grandes cidades metrópoles o uso de bicicletas compartilhadas já virou mo- da e atualmente não é preciso comprar para ter, mas sim pagar para experimentar. Nesse contexto, na realidade do século XXI, cada vez mais o tema da economia co- laborativa cresce entre a população como um caminho alternativo de renda e con- sumo de bens e serviço. Assim, cabe analisar as vantagens da eficiência e otimiza- ção de recursos e do incentivo à comunicação e interação social.
Em primeiro plano é necessário reconhecer que os ideais de compartilhamento advindos desse novo tipo de economia geram menos desperdícios de recursos. Is- so porque, o processo criado por esse sistema colaborativo constrói a tendência de que para usufruir algo não é realmente necessário, em todos os casos, comprá-lo, porém locá-lo se viabiliza como uma opção. A exemplo disso, sistemas de caronas compartilhadas, como a Uber, otimizam o uso de veículos e diminuem a necessi- dade dessa propriedade individual. Consequentemente, níveis de congestiona- mento nas cidades são reduzidos, juntamente com a quantidade de CO2 no ar.
Ademais, outro fator de importância é o fomento à comunidade na participação e interação coletiva. Segundo Aristóteles, o Homem é um ser social que por natureza busca viver em sociedade. Nesse contexto, a economia colaborativa promove essa relação social quando pessoas que possuem algum bem, como uma casa ou um apartamento, oferecem esses recursos por certo valor e tempo para outra desconhecido usar. Assim, indivíduos que talvez nunca se relacionariam passam a se conhecer através desse quadro de colaboração e compartilhamento. Além disso, a partir dessas interações inusitadas é possível a criação de bons laços entre sujeitos, o que possibilita o surgimento de amizades e comunidades de convivência que jamais existiriam.
Diante do exposto, incentivar a economia colaborativa em uma sociedade marca- da pelo consumo requer ações compartilhadas. Portanto, cabe ao Governo, criar regulamentações que tornem essa nova estratégia de economia cada vez mais a- cessível. Com isso, tal ação, por meio de esquemas de divulgação, visa incitar a população a aderir novas tendências que priorizem a eficiência no uso de recursos e a inovação nas relações.