Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 27/11/2023

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser evidenciada sob a atual conjuntura do país, nos permite refletir sobre como a Economia Colaborativa está sendo negligenciada no tecido social brasileiro, pois está afetando a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores como a falta de incentivo governamental em consonância com a resistência de setores tradicionais não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos relacionados com o problema.

A Constituição promulgada em 1988, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito à participação econômica colaborativa para toda a população. Todavia, é importante ressaltar que tal prerrogativa não está sendo totalmente garantida, tendo em vista que ainda há barreiras legais e burocráticas que dificultam a expansão desse modelo econômico. Portanto, é inadmissível que, num país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de reduzir ou corrigir essa situação.

Somado a isso, vale ressaltar que a resistência de setores tradicionais e a falta de conscientização da população sobre os benefícios da Economia Colaborativa comprometem seu avanço no país. De acordo com dados do IBGE, a economia colaborativa ainda representa uma pequena parcela do PIB brasileiro. Isso nos mostra que a população brasileira está diante de uma situação em que a economia colaborativa ainda é pouco explorada e compreendida, dificultando seu potencial impacto na sociedade. É por essa razão que ações precisam ser tomadas para a Economia Colaborativa seja impulsionada no Brasil.

Desse modo, é importante que o Estado tome providências para alterar o quadro atual. Para incentivar a Economia Colaborativa, urge que o governo promova políticas de fomento e desburocratização, por meio da criação de programas de capacitação e incentivos fiscais para empreendedores colaborativos. Assim, será possível melhorar a realidade da sociedade brasileira, permitindo que mais pessoas tenham acesso às oportunidades oferecidas pela Economia Colaborativa.