Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 05/12/2023

“ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibialização de certos problemas na sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na economia colaborativa ser uma possível tendência no século XXI, visto que a condição da sociedade diante desses fatores, estava ligeiramente afetada por diferentes fatores negativos. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da inteligência coletiva pouco desenvolvida e a necessidade de colaboração mútua para o funcionamento na sociedade.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a sabedoria colaborativa é um fator do problema. Em “Cibercultura”, Lévy explora a ideia de inteligência coletiva, destacando como a interconexão digital propicia uma sinergia entre os indivíduos. De fato, também devido a baixa inteligência coletiva tem papel basiliar na Economia Colaborativa, posto que essa economia é baseada na conexão de recursos e habilidades, fator esse que reflete a busca por uma inteligência econômica coletiva, rompendo com a lógica individualista do capitalismo tradicional. Logo, urge que a população reconheça o poder que esse fator tem de influênciar o coletivo e mudem sua postura.

Além disso, outro fator influenciador é a necessidade de colaboração mútua. O filme “O Que Fazemos nas Sombras”, de Taika Waititi e Jemaine Clement, apresenta uma metáfora clara: a necessidade de adaptação e cooperação para a sobrevivência. Tal necessidade está presente na Economia Colaborativa, uma vez que a colaboração é uma resposta inovadora e necessária às demandas do século XXI. Dessa forma, é preciso combater essa necessidade para superar o problema.

Portanto, é indispensável intervir sobre esse cenário. Para isso, o Youtube deve criar uma série de vídeos sobre a Economia Colaborativa, por meio de entrevistas com gestores de finanças, a fim de desenvolver a inteligência coletiva que impera. Tal ação, pode ainda, conter uma divulgação em outras redes sociais para chegar a muito mais pessoas. Paralelamente é preciso intervir sobre a necessidade de colaboração mútua. Dessa maneira, será possível enxergar traços da “Cibercultura” que o Lévy falou.