Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 04/12/2023
O “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra do pré-modernista Lima Barreto, retrata o personagem Policarpo, um patriota exaltado que sonha com um Brasil ideal. Entretanto, tendo em vista o país hodierno em que a sociedade brasileira está imersa, essa idealização está longe de se concretizar, visto que a economia colaborativa no século XXI ainda é um entrave que persiste na atualidade. Nessa ótica, a concentração de poder e o impacto ambiental são consequência deste cenário. Com isso, é importante compreender os problemas que geram esse entrave.
Diante deste cenário, é válido ressaltar como a concentração de poder é uma ocorrência prejudicial para a nação brasileira, na medida em que gera um ciclo de desigualdade contínua. Segundo o filósofo John Locke, um dos principais filósofos iluministas, “Onde não há lei, não há liberdade”. Sob esse viés, há uma ideia de que a liberdade individual está intrinsecamente ligada à existência de leis justas e aplicadas de maneira imparcial, onde a concentração excessiva de poder resulta em um ambiente propício para a violação dos direitos individuais e para a perpetuação da desigualdade.
Ademais, o impacto ambiental motiva a continuidade da problemática. Com isto, a economia colaborativa, vista como uma abordagem sustentável, impacta negativamente o mundo. Paralelamente, “Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo.” Sob essa lógica, esta frase dita por José Ortega y Gasset, filósofo espanhol, retrata que a preservação do ambiente é essencial para a preservação do ser. Entretanto, isso incentiva o consumo excessivo de bens e serviços, resultando em maior impacto ambiental.
Portanto, é essencial que o Governo mitigue os desafios supracitados. Para isso, o Ministério das Comunicações – órgão responsável em regular os serviços de telecomunicações – deve investir em programas educacionais que promovam a conscientização da distribuição equitativa de poder, a fim de explicar tal cenário. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente – responsável por promover o uso sustentável dos recursos naturais – precisa fiscalizar as atividades econômicas no contexto da economia colaborativa, visando um maior aproveitamento dos meios.