Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/12/2023

A contemporaneidade testemunha o surgimento de plataformas interativas, trazendo consigo aplicativos e recursos dinâmicos que se adaptam às nossas necessidades. Adam Smith, renomado filósofo e economista, proclamou que “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”, uma ideia que ressoa na evolução de serviços como o Uber, adaptando-se à tendência colaborativa. No entanto, paira a questão: essa partilha de custos e lucros aponta para uma aproximação ao socialismo ou fortalece o capitalismo?

Esta tendência já se delineava no século XX, pós-Segunda Guerra Mundial, quando sistemas econômicos divergentes - o capitalismo livre dos EUA e o comunismo da URSS - rivalizavam durante a Guerra Fria. Hoje, no contexto atual, o capitalismo consolidado vê na economia colaborativa uma oportunidade de acesso a produtos e serviços que impulsionam a rentabilidade do país. Segundo fontes como a Folha, essa abordagem poderia elevar a receita em 310 bilhões de reais em menos de uma década. Sendo assim, argumenta-se que o socialismo se mostra ultrapassado nesse cenário contemporâneo e futuro.

Nesse ínterim, a reutilização e compartilhamento de bens emergem como opções sustentáveis, desviando o foco do simples “ter” para a rentabilidade e utilidade. Compartilhar recursos permite aos cidadãos adquirirem momentos e resultados, em vez de apenas possuírem objetos.

Diante disso, medidas se tornam imperativas para popularizar e tornar lucrativo esse modelo. Empresas privadas podem contratar autônomos, regularizados pelo Ministério do Trabalho, para períodos curtos, oferecendo flexibilidade. Enquanto isso, o Ministério da Integração Nacional poderia formular estratégias para fortalecer as economias regionais, e o Ministério da Fazenda seria responsável pela macrogestão do país. Além disso, é crucial que o Ministério da Comunicação divulgue essa nova tendência de comércio, dada a sua relevância no estímulo ao consumo e apreciação.Essa abordagem proporcionaria uma estrutura mais inclusiva e dinâmica para a economia, promovendo a colaboração, a rentabilidade e a sustentabilidade, moldando um futuro onde a posse dá lugar à utilização compartilhada de recursos.