Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 05/12/2023
O sistema capitalista liberal, intensificado no século XX nos Estados Unidos, se espalhou pelo mundo. Assim, a população vive hoje um de seus efeitos: a sociedade do consumo, onde consumo gera emprego, que por sua vez gera renda e nos dá possibilidade de usar o dinheiro obtido para consumir. Há o incentivo incentivo pelos meios de comunicação a manter esse ciclo. Porém, uma dúvida assola o atual modelo econômico e social: existem recursos, como a sociedade e individualmente, para manter esse estilo de vida?
Entende-se que não ao analisar o passado e criar projeções do futuro do capitalismo. Contudo, o sistema continua em vigor e a sociedade se organiza de forma que possa lidar com as problemáticas do modelo sem abandoná-lo. É exemplo disso a crise de 29, em que medidas liberais foram substituídas por monopolistas. Hoje, no Brasil, enfrenta-se a possibilidade de aquisição dificultada por fatores como inflação e instabilidade política. Facea-se também como ponderar esses problemas e valores como status e ostentação.
Convém lembrar que é essa procura por equilíbrio e responsabilidade ao consumir que levou a conceitos como sustentabilidade e economia colaborativa. São alternativas. A grosso modo, não fosse o iminente esgotamento dos recursos naturais, não pensaria- se em sustentabilidade. Analogamente, se as possibilidades de consumo fossem melhores não se cogitaria compartilhar bens e serviços. Essas tendências surgem da necessidade da resolução de problemas e continuidade do ciclo de consumo.
Conclui-se que, se há demanda em um aplicativo como o “Tem açúcar?” (Como no nome de um aplicativo nacional de colaboração, com mais de 128.000 usuários), é porque não o tem em casa e comprar um saco no mercado é excessivo e caro, é porque precisa-se de açúcar e não há o empecilho de pedir a um outro cidadão. A economia colaborativa é uma tendência justamente porque surge atualíssima, adaptável e sustentável para resolver os problemas contemporâneos.