Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 02/12/2023

A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, foi responsável por fomentar o consumismo em todo o mundo, tendo em vista as inovações tecnológicas e no modo de produção. Contemporaneamente, no Brasil, o aumento da popularidade da economia colaborativa vai de encontro à ideia difundida no século passado, o que torna possível um consumo mais consciente. Dessa maneira, cabe discutir acerca dos benefícios desse recurso moderno.Diante desse cenário, o consumo colaborativo está diretamente relacionado à sustentabilidade. Isso porque, segundo o filósofo alemão Karl Marx, numa sociedade capitalista os indivíduos são criados para consumir de maneira descomedida. Todavia, a inserção do compartilhamento de bens e serviços no cotidiano dos brasileiros se mostra contrária à ideia do autor. Isso se deve os benefícios desse recurso, que podem ser observados na diminuição do lixo tecnológico, na menor poluição atmosférica e no lucro evidente. Tal conjuntura é cada vez mais frequente no país e pode ser constatada por meio da popularidade dos aplicativos de aluguel e venda de eletrônicos, das viagens compartilhadas em serviços de carros particulares e dos brechós online – que proporcionam um ambiente mais confortável e lucrativo aos vendedores. Dessa maneira, é evidente a necessidade de políticas de incentivo ao consumo colaborativo.

Outrossim, de acordo com o filósofo Jürgen Habermas, em seu livro “A Inclusão do Outro”, incluir e amparar a todos os indivíduos deve ser compreendido como uma necessidade ética, uma prerrogativa para o bom convívio social.

A economia colaborativa no Brasil oferece opções acessíveis, como o compartilhamento de carros em apps, que são alternativas viáveis ao transporte público. O investimento nesse sistema é crucial e pode ser impulsionado por campanhas informativas do Estado na TV, incentivando seu uso. O Legislativo pode apoiar com leis oferecendo isenções fiscais a empresas que adotem esse modelo, promovendo a inclusão social conforme Habermas, e beneficiando a economia colaborativa para todos.