Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/12/2023

Karl Marx, filósofo e economista alemão, afirma que o capitalismo gera o seu próprio coveiro. Nesse contexto, a economia colaborativa surge como uma nova tendência na contemporaneidade, na qual se caracteriza pelo compartilhamento e trocas de bens e serviços, oferecidos por meio de empréstimos e locações. Todavia, verifica-se uma problemática nessa temática, seja pela carência de regulamentação nesse modelo de negócios, seja pelo pensamento capitalista enraizado na sociedade. Sendo assim, faz-se imprescindível que medidas sejam tomadas, a fim de mitigar esse obstáculo.

Sob essa ótica, segundo um estudo facilitado pela IE Business School e divulgado pela Uol, o Brasil é pioneiro em iniciativas econômicas colaborativas na América Latina. Tal fato possibilita um avanço e aprimoramento desse modelo de negócios, visto que é um modelo recente e que está em constante desenvolvimento. Entretanto, é perceptível a carência de uma regulamentação estatal nesse âmbito, haja vista o possível uso inadequado e pouco ortodoxa dessa economia. Desse modo, tal problemática corrobora uma falta de proteção do usuário de determinado bem ou serviço, impactando diretamente na vida social e econômica, não legitimando a real proposta dessa economia.

Outrossim, é de extrema relevância discutir acerca do pensamento errôneo capitalista enraizado na sociedade, dado que, o consumo impulsivo é o alicerce para movimentar a economia. Nesse âmbito, observa-se um desconforto social ao se pensar a respeito do uso de bens já utilizados ou reciclados, uma vez que é nítido o estereótipo de comprar apenas o que é novo. Dessa maneira, esse preconceito para com um consumo consciente fomenta uma sociedade impulsiva, dificultando o desenvolvimento de novas formas de economia.

Portanto, por todas essas razões, é ilógico presenciar um país que espera alcançar o patamar de nação desenvolvida e ainda mantém os desafios econômicos. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Economia, órgão responsável por coordenar a economia brasileira, regulamentar sistemas econômicos, bem como desconstruir o pensamento errôneo capitalista, por meio de decretos e palestras, a fim de promover uma economia favorável e regulamentada.