Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/12/2023

A Terceira Revolução Industrial, que começou no século XX, fomentou o consumismo em todo o mundo mediante inovações tecnológicas e métodos de produção. Já no Brasil, a crescente popularidade da economia colaborativa está em linha com ideias difundidas ao longo do século passado, possibilitando um consumo mais consciente. Portanto, vale a pena discutir os benefícios desse recurso moderno.

Neste contexto, o consumo colaborativo está diretamente ligado à sustentabilidade. Isto porque, segundo o filósofo alemão Karl Marx, numa sociedade capitalista os indivíduos estão programados para consumir sem limites. Contudo, incorporar bens e serviços compartilhados no cotidiano dos brasileiros vai contra as ideias do autor. Isso se deve aos benefícios desse recurso, que podem ser observados na redução do desperdício tecnológico, na redução da poluição atmosférica e nos lucros claros. Isso é cada vez mais comum no país e pode ser visto na popularidade de aplicativos de aluguel e venda de eletrônicos, passeios compartilhados em serviços de carros particulares e brechós online – que oferecem aos vendedores mais conforto e benefícios ambiente rentável. Sendo assim, a necessidade de políticas para incentivar o consumo colaborativo é evidente.

Além disso, segundo o filósofo Jürgen Habermas em seu livro “A Inclusão do Outro” a inclusão e o apoio de todos os indivíduos devem ser entendidos como um imperativo moral para uma boa sociedade, uma prerrogativa para o bom convívio social.

Conclui-se que, são necessários medidas para estimular a economia partilhada. Neste sentido, o Estado deve criar uma campanha informativa sobre este recurso, especificando as vantagens e mostrando as formas de incluí-lo no cotidiano da sociedade. Esta divulgação deve ser feita em horário nobre nos sites do governo e no televisor pública como forma de educação financeira para o público.