Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 30/11/2023
A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, foi responsável por fomentar o consumismo em todo o mundo, tendo em vista as inovações tecnológicas e no modo de produção. Contemporaneamente, no Brasil, o aumento da popularidade da economia colaborativa vai de encontro à ideia difundida no século passado, o que torna possível um consumo mais consciente.
Diante desse cenário, o consumo colaborativo está diretamente relacionado à sustentabilidade. Isso porque, segundo o filósofo alemão Karl Marx, numa sociedade capitalista os indivíduos são criados para consumir de maneira descomedida. Todavia, a inserção do compartilhamento de bens e serviços no cotidiano dos brasileiros se mostra contrária à ideia do autor. Isso se deve os benefícios desse recurso, que podem ser observados na diminuição do lixo tecnológico, na menor poluição atmosférica e no lucro evidente.
Ademais, de acordo com o filósofo Jürgen Habermas, em seu livro “A Inclusão do Outro”, incluir e amparar a todos os indivíduos deve ser compreendido como uma necessidade ética, uma prerrogativa para o bom convívio social. Indubitavelmente, a economia colaborativa, no Brasil contemporâneo, apresenta-se como um mecanismo de inclusão, em consonância ao escritor. Essa realidade é possível devido à facilidade e barateamento do acesso a certos recursos, o que diminui o inchaço da máquina pública e cria melhores opções para os clientes. Tal cenário pode ser exemplificado pelas viagens de carro compartilhadas em aplicativos – que por vezes são mais baratas e confortáveis -, que se tornam uma alternativa ao transporte público. Dessa forma, é imprescindível o investimento nesse artifício.
Urge, portanto, que medidas sejam implementadas a fim de fomentar a economia colaborativa. Nesse sentido, o Estado deve criar uma campanha informativa acerca desse recurso, especificando os benefícios e demonstrando as maneiras de incluí-lo no cotidiano da sociedade. Essa divulgação deve ocorrer nos sites governamentais e na televisão aberta, em horário nobre, como forma de educação financeira da população. Além disso, o Poder Legislativo deve criar uma lei que estimule o consumo colaborativo no setor produtivo por meio da promoção de isenções fiscais às empresas que utilizem desse mecanismo.