Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 04/12/2023
Segundo o filósofo Karl Marx “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.”. Neste sentido, a economia colaborativa torna-se uma boa alternativa contra o consumismo desenfreado, se utilizando da tecnologia para a troca e compartilhamento produtos, tornando- se uma tendência no século XXI. No entanto, este modelo de negócio ainda apresenta riscos. Desta forma, medidas devem ser tomadas a fim de aprimorar a economia colaborativa, abordando seus aspectos positivos e negativos.
Segundo dados do portal PUCRS, a economia colaborativa representará cerca de 30% do PIB do Brasil até 2025. Assim, O crescimento deste mercado advém, principalmente, da crescente disseminação da tecnologia digital e da internet. Ademais, esta área da economia tem como seu maior benefício a diminuição e a redução do desperdício e do impacto ambiental gerado pelo descarte dos produtos, além da geração de renda e a democratização de acesso aos produtos por está prática.
Entretanto, a economia colaborativa também traz alguns riscos que precisam ser considerados. Desta forma, a falta de uma legislação acarreta na insegurança tanto do vendedor quanto do empregado em relação ao risco de golpes, já que segundo o jornal online G1, as tentativas de golpes online cresceram cerca de 20% em 2022, além da falta de proteção dos trabalhadores, visto que por muitas das vezes não possuem nenhum vínculo empregatício.
Tendo em vista todos os aspectos apresentados, torna-se necessário que o governo federal, em função da constituição e da CLT, redija leis específicas para regulamentação e vigilância das atividades econômicas relacionadas a economia colaborativa, gerando maior proteção e segurança aos trabalhadores desta área, possibilitando o menor crescimento deste mercado. Tudo isso visando promover uma sociedade onde todos possuam direito a segurança no trabalho.