Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 31/07/2024

A espécie humana, após o período neolítico, concentrou-se em desenvolver uma forma de agrupamento baseada no convívio com o outro, deixando para traz o individualismo dos nômades e harmonizando-se para focar nos elementos sociais, tais como: o comércio, a justiça, a segurança e o pensamento. No contexto atual, o tecido social está prestes a encarar um novo modelo socioeconômico: a economia colaborativa. Nessa lógica, é imperativo esclarecer os pontos positivos e negativos dessa temática, os quais são: a criação de uma troca comercial baseada na empatia e reciprocidade; a moral humana ainda tende a ser individualista e não preparada.

Diante desse cenário, é nítido que o novo modelo tem potencial para revolucionar a humanidade e sua forma de contemplar o mundo. Sob tal ótica, o pensador grego Aristóteles argumenta que o ser humano é um “animal político”, não apenas na semiótica do poder, mas também na forma dos indivíduos agruparem-se, necessitando viver em sociedade e em sintonia com o outro. Dessa maneira, a economia colaborativa é conformativa à premissa do filósofo, haja vista que para ela existir algumas normas socias precisam estar estabelecidas, por exemplo a empatia, o amor, e o sentimento de coletividade que motivára o ser nesse modelo.

Entretanto, é notório que, assim como benefícios, a economia coletiva traz dúvidas e precauções acerca da sua aplicação. Nessa perspectiva, a Geografia, no estudo da humanidade e suas ações, criou o termo “Aldeia Global” para definir a tendência do encurtamento do globo e da substituição das identidades individuais pela massa. Dessa forma, não há condições suficientes para afirmar que a economia colaborativa não trazerá danos ao corpo social. Além disso, a desigualdade social impera no planeta, essa nova forma de relação interpessoal pode criar, cruelmente, uma pobreza compartilhada.

Diante disso, portanto, faz-se necessário o debate acerca do tema para que possa ser desenvolvidas novas ideias. Desse modo, o Ministério da Economia, em conjunto com o Ministério das Comunicações, deve criar campanhas publicitárias, por meio das mídias digitais, objetivando a disseminação da informação e a motivação ao diálogo sobre a ideia, para que, dessa forma a economia avance.