Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 12/05/2020

A novela “Amor de Mãe“, exibida pela Rede Globo, mostra em um dos seus capítulos os desafios diários enfrentados por alunos e professorem do ensino público brasileiro. Na obra, a professora Camila além de lutar diariamente para oferecer aos seus alunos aulas de qualidade, visto que, a escola onde ela trabalha não recebe a atenção necessária do governo, expressa a importância de se discutir sore tal problema. Analogamente, fora da ficção, a questão de como minimizar os problemas das escolas brasileiras, de fato, merece uma maior atenção. A gravidade do problema é evidenciada pela falta de investimento na educação que, por conseguinte, desestimula os alunos.                                                       Em uma primeira análise, é válido salientar que a educação é um direito assegurado pela Constituição Federal. Contudo, mesmo sendo um direito, nem todos possuem a oportunidade de ter acesso à educação de qualidade - principalmente os alunos de baixa renda que frequentam o ensino público brasileiro - . A falta de investimento do governo na educação é o principal agravante desse problema, pois, muitas escolas, possuem infiltrações, falta de água para o uso, não possuem ventilação e faltam mesas e cadeiras para o uso dos alunos. Além disso, o baixo salário dos professores é desestimulador e cansativo para aqueles que só possuem renda dando aula. Tal atitude do governo contraria o pensamento do economista britânico Willian Arthur Lewis, que diz que investir na educação não é gasto, é investimento com retorno garantido.                                                                                            Ademais, é importante ressaltar que a falta de estímulo na aprendizagem de alunos - como a ausência de investimento nas escolas, visto que, isso gera desinteresse em frequentar o ambiente - pode acarretar em evasão escolar. Desde cedo, muitos alunos não são estimulados por suas famílias a frequentarem o ambiente escolar, pois, na maioria das vezes, essas famílias consideram primordial o trabalho - pois esse ajuda na renda familiar - , ao invés do estudo. Somado a isso, não sentir interesse em ir à escola é outro desestimulador que gera a evasão escolar. Dados do Agência de Notícias, mostraram que 11,8% dos jovens mais pobres abandonam a escola sem concluir o ensino médio.                  Infere-se, portanto, que assegurar os direitos direcionados aos estudantes brasileiros é um grande desafio no Brasil. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o governo - como instância máxima de administração executiva - invista, por meio de verbas públicas, na restauração das escolas e na compra de objetos - como carteiras  e ventiladores - para auxiliarem no desempenho escolar dos alunos. Espera-se, com tal atitude, que os problemas das escolas brasileiras sejam minimizados e que toda a gestão escolar seja beneficiada.