Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 29/06/2020

No filme “Escritores da liberdade”, é retratado uma escola em um bairro pobre e dominado por violência e agressividade. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Grawell, uma jovem e idealista professora, que, diariamente, tenta educar seus alunos rebeldes e sem interesse de aprender, que, muitas vezes, acabam desistindo da vida de estudante. Pararelo à isso, é fato que a realidade apresentada na longa-metragem pode ser relacionada à contemporaneidade brasileira, uma vez que o ensino educacional apresenta problemas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes, a violência urbana e o modelo educacional.

É relevante abordar, primeiramente, que o Artigo 5 da constituição de 1988 assegura o direito à segurança, no entanto, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a violência. De acordo com o Profissão Repórter, a violência urbana afeta diretamente nas intuições escolares, de tal forma que os alunos, não só como ficaram expostos à violência externa, mas como também abriu portas para o tráfico de drogas, ambas as situações são responsáveis pelo grande índice de evasão escolar vistas em “Escritores da liberdade”.

Por conseguinte, é importante destacar o atual modelo educacional como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, os alunos estão cada vez mais desinteressados em estudar. Dados do blog Saber Atualizado afirmam que a aprendizagem se tornou mecanizado devido a muitos conteúdos escolares que são fornecidos de forma abstrata, sem o auxílio do diálogo entre professores e alunos, uma padronização do conhecimento. Assim, os estudantes não estimulam a criatividade e a reflexão, causando frustração e desvio dos estudos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Cidade, por meio de verbas governamentais, aumente a vigilância em bairros escolares e introduz patrulhamentos próximos as áreas, com o intuito de combater o aumento da violência urbana e transformar as escolas em espaços mais humanizados. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, através do Tribunal de Contas da União, direcionar verbas para promover um novo modelo de aprendizagem, introduzindo o ensino cultural, focando na arte, no esporte, na reflexão e na formação individual, a fim de tornar o processo de aprender mais harmonioso. Somente assim, a médio e longo prazo, será possível amenizar os problemas das escolas brasileiras.