Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 28/10/2020

Na obra do pensador brasileiro Paulo Freire, a educação é colocada como essencial, sendo capaz de transformar o indivíduo por meio da consciência crítica emergente do conhecimento. No entanto, o setor educacional brasileiro não se apresenta tão eficiente no que diz respeito à formação profissional e moral dos cidadãos, papel fundamental das unidades escolares. Sob essa óptica, a estrutura imperfeita contemplada no sistema escolar da nação corrobora para a formação de uma população deficitada no âmbito do ensino, fato devido à desvalorização do conhecimento e à desigualdade de instrução.

Em primeiro plano, a indiferença com que é tratada a educação por alguns cidadãos é um agravante do problema. Nesse contexto, segundo a Editora Abril, na realidade atual, apenas 36% daqueles que ingressam no ensino fundamental continuam até obter êxito na conclusão do curso médio. Assim, a partir do momento em que o conhecimento, considerado como principal instrumento na transformação de uma sociedade em países desenvolvidos, como o Japão, o qual, graças ao seu sistema educacional exemplar, se reestruturou após a Segunda Guerra Mundial, não recebe o devido valor, como no Brasil, a população de um país não progride com eficiência, deixando, assim, ser possível perceber lacunas e falhas que atingem a evolução da cidadania e se apresentam como fator prejudicial ao corpo social.

Ademais, é significante observar como a desigualdade da instrução dada à população é danosa ao país. Nesse sentido, de acordo com o grupo Todos pela Educação, 60% dos alunos que cursam o quinto ano nas escolas públicas no Brasil não conseguem interpretar textos simples, evidente alerta ao estado precário da educação. Desse modo, no momento em que se percebe uma defasagem no nível do ensino em um país, como visto no desnível entre unidades escolares governamentais e particulares, a formação da nação se apresenta incompleta. Por conseguinte, como segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”, a composição populacional desigual afeta diretamente a construção da sociedade, configurando um corpo social falho no âmbito do ensino.

Por todos esses aspectos, a questão dos problemas das escolas brasileiras é tida como um desafio e carece de soluções. Sendo assim, o Estado, juntamente ao MEC (Ministério da Educação), deve, por meio de incentivos financeiros, os quais têm de visar aprimorar a estrutura do setor educacional no país, como na construção de escolas, assegurar a qualidade do ensino para que a formação profissional e moral seja tangente à população, garantindo que a educação seja para todos, e, dessa forma, fazer com que a instrução dada à população se torne um dos pilares da sociedade. Em suma, no país, a ordem e o progresso serão alcançados no momento em que grande parte dos brasileiros se transformarem por meio da consciência crítica emergente do conhecimento, como dizia Paulo Freire.