Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 16/11/2020
“O óbvio é a verdade que ninguém quer ver”. Na ótica de Clarice Lispector, quando imagens de ausência de infraestrutura nas escolas e, sobretudo, aumento no número de analfabetos se tornam comuns, é indicativo que a educação tona-se um meio de exclusão social, haja vista que alunos de rede privada usufruem de uma estrutura mais qualificada. Ora, uma imagem de negligenciamento e, por tabela, omissão que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, do papel apático da imprensa nessa área. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a mídia não enxerga a educação de qualidade com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, fatores como esses corroboram para o aumento da evasão escolar e, por extensão, o país recorre ao descaso, uma vez que tal agente não expõem as agruras presentes nessa esfera. Logo, mostra-se uma imprensa ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a Constituição Federal de 1988 que garante a todos os indivíduos o ensino de qualidade, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, pois a pouca infraestrutura dos colégios, o absentismo de materiais para estudo e, sobretudo, ausência de locais para estudar como bibliotecas, não são fornecidos pelas autoridades, isto é, gera uma coletividade desletrada e despreparada para o futuro. Nesse sentido, é fulcral que o Estado reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática a mídia deve criar mecanismos para uma maior propagação das mazelas educacionais, por meio de programas televisivos, rádio e, por tabela, mobilizações nas redes sociais, a fim de fomentar a consciência coletiva e barrar o percusso de todo o caos. Ademais, o Governo precisa ampliar os investimentos nessa esfera, por intermédio de verbas destinadas para tal assertiva e tonificar uma gestão desse setor, com o intuito de promover a inclusão educacional e, por extensão, proporcionar um ensino de qualidade para todos. Dessa forma, para que a citação de Clarice deixe de ser uma realidade brasileira.