Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 05/01/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal é uma norma de maior hierarquia jurídica do país, e um dos seus principais artigos relativos à responsabilidade do Estado, família e sociedade em garantir a educação para todos os cidadãos. Nesse sentido, a educação é responsável pelo pleno desenvolvimento pessoal, exercício da cidadania e também um preparo para os obrigados a entrarem no mercado de trabalho. No entanto, é fato que a realidade educacional brasileira está gradativamente sucateada, recheada de entraves como a evasão escolar, e tal verdade corrobora para a restrição do desenvolvimento crítico e cognitivo dos cidadãos.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a educação brasileira está representada de forma vertical, onde a transmissão dos saberes é dada de forma hierárquica, em que os profissionais da educação transferem conhecimentos para os alunos de forma “bancária”, como cita o educador Paulo Freire. Ademais, tal método de ensino não demonstra muito sucesso, Freire acredita que deve existir uma troca de saber e um diálogo entre o aluno e o professor, transmitindo a transmissão de conhecimento de uma forma horizontal, em que o profissional da educação conheça e avalie como necessidade reais do aluno, o que pode garantir o interesse pelo conhecimento e evitar assim problemas escolares como a evasão escolar.

Por conseguinte, o sociólogo Émile Durkheim afirma que a escola é um mecanismo secundário de socialização, pois ensina as pessoas a assumirem os valores sociais importantes. Outrossim, alguns elementos básicos do desenvolvimento cognitivo e psicossocial da criança, depende da exposição a outras crianças e outras visões do mundo, relacionando com a Carta Magna que apregoa a promoção da cidadania e o desenvolvimento pessoal através da educação.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, exortar que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, cursos gratuitos para profissionais da educação que abordem sobre formas lúdicas de transmissão de sabre, sugerindo ao educador criar o hábito do diálogo com seus alunos, objetivando mitigar os problemas relacionados a má educação brasileira como a evasão escolar e a falta de interesse dos educandos. Somente assim, será possível combater os entraves enfrentados pelos alunos das escolas,