Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 05/01/2021
De acordo com São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma mesma sociedade possuem direitos e deveres iguais. No entanto, o contexto educacional brasileiro dos dias atuais se destoa do discurso do filósofo, visto que há problemas que impedem o ensino igualitário para a população, afetando principalmente as escolas públicas. Dito isso, a negligência governamental e a falta de apoio da sociedade são questões a serem resolvidas para minimizar os desafios da educação do país.
Em primeira análise, é importante discutir acerca do descaso governamental perante a qualidade do ensino. Em “O Cortiço”, João Romão é um perfil capitalista que utiliza meios absurdos como forma de ascensão social. Analogamente, no cenário político do Brasil, muitos governantes se assemelham ao personagem de Aluísio de Azevedo, tendo em vista que se aliam cada vez mais ao capitalismo por meio do desvio de verbas e acabam priorizando primeiro a si, e depois o país com seus desafios. Diante essa perspectiva, há uma atuação contrária à resolução dos problemas da educação, haja vista que os projetos de investimentos direcionados para as escolas são escassos, comprometendo a qualidade do ensino, e consequentemente, a formação dos indivíduos brasileiros.
Outrossim, é notório que existe uma falta de apoio social que também se comporta como impasse para resolver a questão do ensino. Segundo Arthur Schopenhauer, o ser humano é essencialmente egoísta e motivado pelo próprio bem-estar. Assim, caso alguém não se sinta prejudicado por um problema social, existe uma tendência em ignorar e não se preocupar com sua resolução. Nesse sentido, seguindo a ideia do filósofo, como não é toda a população que enfrenta os problemas e efeitos da má qualidade educacional -já que uma parcela é privilegiada pelo ensino privado-, não há a exigência e pressão popular para que o governo atue sobre essa questão. Por conseguinte, a baixa capacidade do ensino é constante no país.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para minimizar os problemas das escolas no Brasil. Para isso, é dever do Poder Midiático realizar a divulgação de informações que revelem a situação do ensino nas escolas, sobretudo as públicas. Isso será feito por meio da propagação de dados sobre avaliações efetuadas pelos alunos em jornais, revistas e outros meios de comunicação, como redes sociais, para que a população se torne ciente não só da questão atual mas também das consequências que o baixo nível educacional pode oferecer, por exemplo o desemprego. Dessa forma, através de petições e manifestações, a sociedade passará a exigir do Governo Federal maiores investimentos e verbas para as escolas, as quais se tornarão adequadas para uma boa formação e capacitação dos jovens brasileiros, de modo com que seja igualitário como proposto por São Tomás de Aquino.